CURSO DE UFOLÓGIA RAPIDO
FORMAÇÃO DE GRUPOS UFOLÓGICOS OFICIAIS
A Socex sempre apoiou a formação de novos grupos, os quais incentiva, colabora, cede os estatutos para servirem como modelo e orienta para sua formalização e oficialização junto aos órgãos competentes. Não importa se sua associação, seu grupo estão instalados nos fundos de sua casa, em seu quarto, no seu escritório.
O importante é registrar oficialmente! Como sociedade ou associação sem fins lucrativos, você tem direito a registrar em cartório e publicar a ata de assembléia da constituição no Diário Oficial gratuitamente. Após um ano de constituição, você pode requerer através de algum vereador, o enquadramento como Utilidade Pública, o que favorece em muitas coisas.
Queremos dizer com isso, que só não se registra quem não quer. Apenas 1% dos grupos ufológicos do Brasil existem de forma oficial, ou seja, devidamente legalizados. Os demais são informais e isso não é bom. Estar registrado dá mais credibilidade.
Estatuto da Socex-Sociedade de Estudos Extraterrestres
(baseado no original fornecido pela D. Irene Granchi do C.I.S.N.E)
Rua Felipe Schmidt, 515 Sala 112 (Sede Própria) – Centro
88010-001 Florianópolis-SC-Brasil
CGC 73.341.604/0001-75
Utilidade Pública Lei Municipal nº 4249/93
SOCEX – SOCIEDADE DE ESTUDOS EXTRATERRESTRES
CGC 73.341.604/0001-75
UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL LEI 4249/93
ESTATUTO
CAPÍTULO I – DENOMINAÇÃO, SEDE, DURAÇÃO, FINS, PATRIMÔNIO E FUNDO SOCIAL
Art. 1O – SOCEX – SOCIEDADE DE ESTUDOS EXTRATERRESTRES, nestes Estatutos, simplesmente denominada SOCEX, é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, com sede e fórum na Cidade de Florianópolis, Santa Catarina, à rua Felipe Schmidt, 515, sala 112, Centro.
Art. 2 O – O prazo de duração da SOCEX é indeterminado.
Art. 3 O – A SOCEX tem por finalidade específica:
A) Trabalhar para o desenvolvimento científico-cultural na área da ufologia, exobiologia, parapsicologia e ciências congêneres;
B) Organizar e realizar conferências, exposições e outras promoções culturais, bem como promover e colaborar na promoção de cursos de assuntos afins, sem limitações regionais;
C) Criar e manter grupos de pesquisa e estudos técnicos ou práticos relativos às matérias do item “A”;
D) Manter contato e intercambio com outras entidades congêneres. Opinar e esclarecer sobre assuntos relativos ao seu campo, a opinião pública, através de órgãos da imprensa escrita, falada e televisada.
Art. 4 O – A SOCEX é constituída por sócios, de ambos os sexos, sem distinção de nacionalidade, raça ou crença religiosa e que tenham suas propostas aceitas pela diretoria.
Art. 5 O – Constituem patrimônio da SOCEX, os bens móveis e imóveis, os títulos e ou valores que vier a adquirir ou que receber por meios de doação.
Art. 6 O – O fundo social da SOCEX será constituído pelas mensalidades pagas pelos associados, pelas contribuições espontâneas, pelas subvenções, doações, legados e pelas rendas que os bens ou valores da SOCEX possam produzir.
CAPÍTULO II – DOS PODERES SOCIAIS, SUA ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIA
Art. 7 O – São poderes da SOCEX:
A) Assembléia Geral;
B) Diretoria.
Art. 8 O – A Assembléia Geral, poder soberano da SOCEX, será constituída pelos sócios fundadores e efetivos que se encontrarem em pleno gozo de seus direitos sociais e quites com a Tesouraria.
Art. 9 O – A Assembléia Geral reunir-se-á:
A) Ordinariamente, uma vez por ano, para a aprovação das contas da Diretoria e dos planos de atividade para o novo exercício, sendo a bienal, no mês de março, para a eleição da Diretoria.
B) Extraordinariamente, quando necessário.
Art. 10 O – As Assembléias Gerais poderão instalar-se em primeira convocação com no mínimo ½ de sócios com direito a voto e em segunda convocação, meia hora depois, com qualquer numero.
Art. 11 O – A Diretoria da SOCEX será constituída por:
A) um Presidente;
B) um Vice-Presidente;
C) um Secretário Geral;
D) um Tesoureiro.
Paragrafo único : A Diretoria eleita terá mandato de 02 (dois) anos, sendo permitida a reeleição.
Art. 12 O – Compete ao Presidente da SOCEX:
A) Administrar e dirigir a SOCEX, cumprindo e fazendo cumprir as disposições dos presentes Estatutos, dos regulamentos internos e as deliberações que forem tomadas pela Diretoria;
B) Convocar e presidir as reuniões da Diretoria;
C) Representar a SOCEX ativa e passivamente judicial e extra-judicialmente;
D) Ordenar o pagamento das despesas autorizadas, assinar e endossar cheques, em conjunto com o Tesoureiro;
E) Convocar as Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária.
Art. 13 O – Compete ao Vice-Presidente auxiliar o Presidente e substitui-lo em suas faltas ou impedimentos.
Art. 14 O – Compete ao Secretario Geral a organização e a direção da secretaria.
Art. 15 O – Compete ao Tesoureiro providenciar a arrecadação e controlar o movimento financeiro da SOCEX, mantendo em dia a escrituração de receita e despesa, podendo assinar e endossar cheques, sempre em conjunto com o Presidente.
CAPITULO III – DO QUADRO SOCIAL
Art. 16 O – O quadro social da SOCEX, será constituído das seguintes categorias:
A) Sócios fundadores, que são os 30 (trinta) primeiros que se associaram à SOCEX;
B) Sócios efetivos, admitidos por propostas encaminhadas à Diretoria e por esta aprovados;
C) Sócios correspondentes, residentes no país ou no exterior, cujas propostas deverão ser encaminhadas à Diretoria, e deverão manter a SOCEX informada das atividades e desenvolvimentos científicos de interesse desta, no tocante às suas regiões ou países;
D) Sócios honorários, constituídos de pessoas ilustres, físicas ou jurídicas, que por seus méritos a SOCEX, através de Assembléia Geral, delibere homenagear.
Art. 17 O – Somente os sócios fundadores e efetivos gozam do direito de votar e de serem votados.
Art. 18 O – Os sócios estão sujeitos ao pagamento de contribuições mensais, cujo valor e sistema de arrecadação serão estipulados pela Diretoria, devendo constar, obrigatoriamente, da ata da reunião em que a decisão foi aprovada por maioria.
Art. 19 O – Serão excluídos do Quadro Social os sócios que deixarem de cumprir suas obrigações estatutárias e regimentais sem justificação aceita pela Diretoria, os que atentarem ao bom andamento das suas atividades, aos que indevidamente usarem o nome da SOCEX para proveito próprio e aos que deixarem de efetuar o pagamento de 02 (duas) mensalidades consecutivas, sem justa causa.
§ Único – É facultado ao sócio excluído, o direito de recurso à Assembléia Geral imediata à data de sua exclusão, sendo-lhe assegurado pleno direito de defesa.
CAPITULO IV – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 20 O – Os sócios não respondem nem individual nem subsidiariamente pelas dívidas ou compromissos da SOCEX.
Art. 21 O – O ano social coincidirá com o ano civil.
Art. 22 O – As alterações e reformas dos presentes Estatutos, só poderão ser deliberadas em Assembléia Geral Extraordinária, especial e especificamente convocada para tal fim, e deverá contar com a presença mínima de 2/3 dos sócios fundadores e efetivos, em primeira convocação e com o mínimo de ½ dos sócios em segunda convocação, meia hora depois. Em hipótese alguma tais alterações ou reformas poderão objetivar ou atingir as finalidades especificas da SOCEX.
Art. 23 O – A SOCEX somente poderá se extinta por decisão da Assembléia Geral Extraordinária, especialmente convocada para tal fim.
Art. 24 O – Em caso de extinção da SOCEX, depois de pagas as dívidas porventura existentes, a destinação do patrimônio será resolvido pela Assembléia Geral Extraordinária, especialmente convocada para tal fim.
Art. 25 O – Ficarão automaticamente destituídos de seus cargos os membros da Diretoria que faltarem a 03 (três) reuniões consecutivas, sem motivo justificável a critério da Diretoria.
§ Único – Os cargos vagos serão preenchidos por sócios livremente escolhidos pelo Presidente da SOCEX.
Florianópolis, 01 de agosto de 1991
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Presidente Vice-Presidente
TIPOS DE CONTATO
1° GRAU – Observação simples do fenômeno, sem que este interfira no meio ambiente.
2° GRAU – Obsrvação simples do fenômeno, porém se observam efeitos físicos em animais e matéria orgânica, tais como, vegetação chamuscada ou podada, galhos de árvores quebrados, animais assustados, além de faróis de veículos, motores e rádios que desligam-se durante algum tempo.
3° GRAU – Observação de discos voadores onde seus tripulantes são vistos em seu interior ou nas proximidades.
4° GRAU – A chamada abdução ou sequestro, ou convite para entrar no disco voador. Geralmente os abduzidos são submetidos a diversos exames (pele, sangue, extração de sêmen e óvulos, etc) antes de serem colocados fora da nave, sendo que na maioria das vezes esta lembrança é apagada da memória do abduzido, sendo apenas possível recordar dos fatos mediante sessões de hipnose.
5° GRAU – Assim chamados quando os extraterrestres implantam “chips” nos abduzidos. Os locais dos implantes são variados, podendo ser em uma narina (mais comum), cabeça, mãos, pés ou também em outras partes do corpo. Estes “chips” são eletródios que acredita-se serem utilizados para acelerar a evolução cultural emitindo ondas dirigidas ao encéfalo, ou subconsciente. Com isso, acredita-se que desenvolve-se a percepção de novas dimensões e os fenômenos extra-sensoriais como clarividência, e outros dons paranormais. O curioso é que na maioria das vezes estes implantes não são físicos e há alguns ufólogos que acreditam que sirvam para monitoramento.
PESQUISA DE CAMPO E VIGÍLIA
Por: Roberto A. Beck
1 – APRESENTAÇÃO
As pesquisas de campo e vigílias são de suma importância para um ufólogo. Não só permitem coletas de dados como é um excelente meio de se colocar o conhecimento do pesquisador em prática.
As vigílias se efetuam através da observação do céu e do meio ambiente. Servem não só para união do grupo como para troca de experiência e informações.
As pesquisas de campo são basicamente constituídas por informações de terceiros que de alguma forma vivenciaram ocorrências ou com DVs ou com seus tripulantes ou ainda com fenômenos relacionados aos mesmos e que servem de complemento para o ufólogo na comprovação do fato.
2 – OBJETIVOS
Evidentemente que entre os objetivos principais está a coleta de provas definitivas da existência dos Discos Voadores e de seus possíveis tripulantes por meio de filmages, fotografias, coleta de material por ventura deixado pelos mesmos, e nisto podemos incluir: moldes de marcas de trens de pouso, análise química do solo, da vegetação e outros elementos da natureza, objetivando detectar alguma espécie de radiação e ou eletromagnetismo, etc…a esse tipo de pesquisa, em que o grupo de ufólogos pretende vivenciar o fenômeno chamaremos de pesquisa direta ou vigília.
A pesquisa indireta ou de campo (nessas estão incluídos todos os tipos de contatos imediatos de zero a quinto grau) é a coleta de informações e dados fornecidos por terceiros e, nestes casos, poder-se-á coletar também aqueles elementos, desde que o grupo chegue rápido ao local da ocorrência, evitando-se desta forma que a natureza destrua as “provas” deixadas pelo objeto (chuva, vento, animais, etc…) bem como pessoas inescrupulosas.
3 – O GRUPO
Importante é a seleção do pessoal que deverá realizar a pesquisa de campo ou vigília. Primeiramente há de se ver a possibilidade de cada um com referência a tempo disponível. Máximo de 10 e mínimo de 06 pessoas, conforme forem as exigências de cada caso, distância a ser percorrida e tempo de duração da pesquisa em si.
O grupo deve se constituir de pessoas unidas, solidárias e ágeis, sendo necessário que tenham:
a – equilíbrio
b – coragem
c – condições físicas satisfatórias
d – ânimo redobrado
f – união
Importante evitar levar pessoas sem preparo, estranhas ao grupo, menores de idade (menos de 14 anos ), mulheres grávidas e outras que possam de alguma forma vir a prejudicar ou mesmo fazer com que se interrompa a pesquisa .
O COORDENADOR
Deve-se escolher um coordenador o qual vai definir deveres e obrigações de cada qual, ou seja as funções de cada um. O coordenador é quem vai definir durante a pesquisa o que se deve fazer nas diversas situações que se apresentarem . Se por acaso houver necessidade, o coordenador colocará o problema em discussão e será resolvido pela maioria.
Antes de toda vigília o grupo deve se reunir para traçar e discutir os detalhes da mesma tais como: tempo, custos, subsistência, índices de sobrevivência, elementos necessários para o deslocamento, o retorno etc…
MATERIAL
São os seguintes:
1 – Material de Investigação
Papel, caneta, lapiseira, mapa, régua, compasso, bússola, câmera fotográfica, filmadora (com tripés), binóculo, relógio com cronômetro, gravador, walk-talk de médio a grande alcance, lanterna, detetor da radiações eletromagnéticas, contador geiger.
2 – Material de Acampamento
Barracas, redes (com mosquiteiros), cordas, fogão portátil, combustível e fósforo, prato, panelas, talheres, alimentação básica, água mineral, kit de primeiros socorros completo, medicamentos para dores, antitérmico, anti-histamínico, etc..
3 – Material Pessoal
Roupas: levar o mínimo necessário e de acordo com a época e local do acampamento. Recomenda-se roupas folgadas e com bolsos grandes acomodadas em mochilas impermeáveis onde serão levados, também, objetos de uso pessoal e de higiene. Obs: a calça deve ser folgada e de tecido grosso.
4 – Calçados
Botas de cano curto ou longo, meias grossas e compridas. Um par de tênis para uso no local do acampamento.
5 – Utilidades
Faca, canivete, lanterna, isqueiro, lupa, documentos pessoais, cajado, cantil, boné, repelente, protetor solar.
6 – Deslocamento
O grupo nunca deve se deslocar para o local da vigília em um único veículo de preferência um utilitário para carregar o material e automóveis para conduzir as pessoas, sem apertos e incômodos.
Deve-se chegar ao local de dia para escolha, limpeza e montagem do acampamento (se for o caso).
Em vigílias rápidas (de algumas horas ou somente uma noite), muitos desses materiais poderão ser dispensados, ficando a critério do grupo escolher o que levar.
7 – Local da Vigília
Nunca acampar perto de rios, beira de barrancos, embaixo de árvores, perto de grutas, locais pedregosos, mato alto. Procurar sempre local não muito descampado e alto de onde se possa ter uma visão geral de toda a região (de preferência os 360 graus).
Observar se existem estradas, casas, movimento de pessoas, tráfego aéreo, pegadas de animais, rastros de répteis, montes de cupins, charco, rio e lagoa.
Deve-se levar um plástico branco ou lona para se fazer uma cobertura para proteção durante o período da pesquisa, bancos ou cadeiras dobráveis (3 no máximo), para revezamento de descanso.
As barracas devem ficar perto umas das outras e uma pequena fogueira deve ser mantida acesa durante toda a noite com os cuidados necessárias para que não se alastre pelo ambiente.
Dependendo da quantidade de pessoas, faz-se o revezamento de no mínimo dois por plantão, também mínimo de 2 horas a partir de horário que o próprio grupo determinará.
Os que não estiverem escalados para fazerem o primeiro turno, devem ir dormir ou descansar.
Os que estiverem de plantão darão o alarme caso constatem algo interessante ou alguma emergência.
Não se deve em vigílias:
falar alto (à noite)
promover serenatas
comportar-se inadequadamente
discutir assuntos fora do tema ufológico
ligar rádios
afastar-se do grupo sem avisar
8 – Refeições:
Haverá um responsável (cozinheiro) que ficará a cargo das refeições e o horário para as mesmas será pré-estabelecido pelo grupo. Cada qual lavará seu prato, talheres e copo e os manterá sob sua guarda.
O resto do material de cozinha deverá ficar sob os cuidados do cozinheiro que promoverá sua limpeza e conservação.
Quanto aos alimentos a serem consumidos, na reunião prévia deve-se encarregar uma pequena comissão que deliberará sobre a compra dos mesmos, baseando-se no número de participantes e o tempo que levará a pesquisa.
As despesas de alimentação, combustível e outras que se fizerem necessárias serão dividas em partes iguais entre os participantes.
A VIGILIA
Em vigílias prolongadas com acampamentos, ou vigílias simples (horas), o coordenador terá sob sua responsabilidade o bom andamento da mesma, usando para tal seus conhecimentos e experiências, portando sempre manuais ou livros de primeiros socorros bem como de procedimentos emergenciais em situações de risco. Um grupo bem treinado e informado tem bem mais possibilidades de sucesso. Portanto, reuniões prévias devem ser realizadas para conhecimentos das várias situações que podem ser apresentadas em tais ocasiões.
Tão logo esteja o grupo acomodado no local, e como uma primeira medida de início de pesquisa, é conveniente entrevistar as pessoas por ventura residentes por perto (ainda durante o dia), colhendo assim informações sobre possíveis avistamentos e ou ocorrências estranhas que venham enriquecer a coleta de dados bem como fornecer “pistas” a respeito do local exato de fatos anteriores (se for o caso). Um pequeno grupo de duas ou três pessoas deve ser designado para isto, fotografando, filmando e gravando as entrevistas consideradas relevantes, enquanto os outros elementos permanecerão no acampamento ultimando providências.
Filmadoras e máquinas fotográficas deverão já estar em posição de serem usadas, devidamente em seus tripés e cobertas por plástico para protege-las de chuva, sereno, poeira etc. As máquinas fotográficas deverão estar no modo B (FOTOS NOTURNAS), para exposição prolongada de abertura de diafragma (e com filmes de 400 asa para cima) e as filmadoras devem ser colocadas no modo MANUAL, não devendo-se fazer uso do ZOOM com muita frequência, evitando-se desta forma que as imagens se desfoquem. As pessoas que vão usar as máquinas devem, portanto, possuir um mínimo de conhecimento de como faze-lo de maneira correta para que não sejam perdidas oportunidades, raras, de se documentar fatos tão importantes numa vigília, desde que aconteçam, é claro. Estar prevenido, preparado, dominar o instrumento de trabalho e o mais importante, ser frio, calmo e competente na hora de ter que agir é a receita para o sucesso.
COMO DEVE O GRUPO SE COMPORTAR DIANTE DE AVISTAMENTOS DE NAVES , SONDAS OU ATÉ MESMO ALGUM TIPO DE VISITANTE
em avistamento a longa distância;
em avistamento próximo;
num possível contato visual com algum ser;
na aproximação de um ou mais visitantes, do grupo;
convite para adentrar a nave;
tentativa de abdução de um ou mais elementos do grupo.
Imaginemos por um momento se realmente venha a acontecer uma das hipóteses acima relacionadas, como você agiria no momento da ocorrência? Correria? Ficaria parado? Se esconderia em algum lugar? Se uniria ao grupo e aguardaria os resultados?
Eis aí uma questão que à primeira vista pode parecer impossível de se realizar, mas que necessariamente terá que ser discutida entre os participantes nas reuniões prévias, porque vai depender, e muito, das pessoas que estiverem no grupo.
Por exemplo: certa ocasião em uma de nossas vigílias em Alexânia, um dos componentes passou mal ao ver se aproximar do grupo uma sonda avermelhada e teve que ser conduzido às pressas para dentro de um dos veículos, que por sorte, estava perto do local. E alí permaneceu até o fim, sem mais participar dos acontecimentos daquela noite.
Portanto, qualquer decisão tomada pelo grupo com relação a esse aspecto deve ser seguida por todos por ocasião da possível ocorrência.
GRUPOS DE INICIANTES
Novos grupos de pesquisadores devem sempre iniciar suas pesquisas com as vigílias rápidas, ou seja, aquelas que possibilitem o retorno na mesma noite e que não necessitem de acampamento ou permanência demorada no local. São geralmente pesquisas cuja duração pode variar entre 3 a 6 horas e que representam pouco gasto e pouco material, devendo-se levar o necessário (material de pesquisa em si, um lanche variado, agasalhos, etc.).
Tais pesquisas vão dando ao grupo mais experiência e os elementos devem permanecer sempre os mesmos e, com o tempo, novos pesquisadores podem ir sendo acrescentados, recebendo dos mais antigos as informações de como participar e também serem úteis às finalidades propostas.
A VIGILIA SOLITÁRIA
Em lugares desconhecidos nem pensem nisto. Quando muito, poderá ser realizada em seu próprio sitio ou fazenda, ou da varanda de seu apartamento, confortavelmente, sem perigos de assaltos, ataques de animais ferozes ou outras surpresas desagradáveis. Por isto é que se aconselha pesquisas em grupos.
Já passei por um belo susto desses quando num local de nossas vigílias, lá estava eu, sozinho, alí pelas 3 h, olhando para as estrelas, céu limpo, sem lua, doidinho para ser abduzido, mas quase fui engolido… de repente senti atrás de mim alguém ou alguma coisa. Estava com a lanterna na mão e o 38 na cintura. Virei-me de repente, acendi a lanterna e apontei o 38. Era um lobo Guará a não mais de 10 m às minhas costas. Só dei um tiro para o alto e o bicho disparou pelo cerrado. Mas o coração quase parou de bater e fui embora dormir.
Os detalhes sobre o uso do material de pesquisa, conhecimento básico de astronomia, fenômenos naturais, primeiros socorros e toda espécie de recursos emergenciais que a natureza possa oferecer devem ficar não só a cargo do coordenador como de pessoas capacitadas por ventura componentes do grupo.
A Pesquisa de Campo
Diferente da VIGILIA (que chamamos de atividade direta), a Pesquisa de Campo (que chamamos de atividade indireta) nada mais é que a coleta de informações de situações vivenciadas por terceiros relativas a acontecimentos ufológicos.
Em tais casos a equipe a ser montada deve-se constituir por pessoas devidamente pré – selecionadas com capacidades e perspicácia investigativa , de bom entendimento psicológico e intuitivo, de preferência possuindo um elemento com conhecimentso de técnicas de abordagem jornalística/ufológica para um perfeito levantamento e confiabilidade dos dados ou informações levantadas.
É recomendável o uso de um questionário a ser preenchido pelo(s) informantes( ou contatados) com todos os detalhes da situação por ele(s) vivenciadas, bem como se fazer fotos e filmagem dos locais da(s) ocorrência(s) e de seus participantes, assim como gravações de toda a conversa em torno do assunto durante a coleta de dados, mesmo das pessoas que não participaram do evento (às vezes no meio desses, alguma informação elucidadora e adicional pode vir a ser bastante interessante).
Tal grupo deve ser constituído no mínimo por três pessoas, com tempo disponível para um pesquisa prolongada se for o caso. Após a análise dos dados coletados e apresentados a todos os componentes do grupo, se considerados confiáveis ou autênticos, devem ser levados a conhecimento público através da mídia e a todos os grupos envolvidos na mesma pesquisa.
Dependendo da ocorrência, o grupo deve continuar acompanhando o caso bem como os seus envolvidos principalmente se houver casos de implantes ou efeitos de qualquer ordem nas pessoas, ocorrências merecedoras de um acompanhamento constante seguido de toda sorte de ajuda possível às vítimas.
Um formulário que deve ser adotado pela Entidade e seus grupos de pesquisas é o do sr. Wilson Geraldo de Oliveira
(GEU- UNB), por considerarmos muito bem elaborado e completo o qual, tomamos a liberdade de anexá-lo ao presente trabalho.
Creio havermos, de uma forma sintética, abordado os principais pontos necessários para que se obtenha resultados positivos em Pesquisas de Campo e Vigílias a serem realizadas por grupos de ufólogos. O principal é que sejam constituídos por pessoas que pensem mais ou menos da mesma forma quanto à sua realização com o uso adequado de procedimentos pré – estabelecidos e
SUCESSO PARA TODOS !!!
A QUESTÃO DO SATÉLITE NA VIGÍLIA
Uma contribuição aos investigadores de campo
Ubirajara Franco Rodrigues
Acervo SOCEX
Introdução
Um aspecto que de há muito desperta o interesse dos ufólogos é a controvertida possibilidade de se avistarem satélites artificiais em certas horas e condições. Evidentemente para os “experts” em Astronáutica e Astronomia tal assunto não apresenta dificuldade. No entanto temos notado que com o advento cada vez maior da vontade dos pesquisadores em adquirir postura objetiva e científica, mormente perante depoimentos de testemunhas de alegados avistamentos ufológicos, o problema vem oferecendo alguma barreira, principalmente para fins de registro e análise. Nos últimos eventos de que participamos, fomos abordados por colegas desejosos de trocar idéias a respeito do tema. Isso nos inspirou a elaborar esta pequena contribuição. Baseamo-nos em noções elementares de Astronomia e fomos buscar em compêndios de Astronáutica as informações que aqui passamos.
Muitos ufólogos já depararam com depoimentos de pessoas, que avistaram um pequeno ponto de luz varando os céus em trajetória retilínea, sem os característicos movimentos do UFO. Partindo da premissa de que tal objeto se manifestou fora da atmosfera, como temos certeza absoluta de que se tratava de um dos satélites artificiais que rodeiam nosso planeta? De que forma poderemos considerar o número de dados para registrá-lo em termos de possibilidades, de que se tratava ou não de um UFO?
É o que tentaremos estudar.
Durante o texto, o leitor encontrará alguns termos científicos, mormente usados em astronomia, pelo que sugerimos a consulta de um pequeno glossário ao final do trabalho, correspondente á numeração aposta no próprio texto.
Como o assunto é do direto interesse do pesquisador em Ufologia, recomendamos a leitura das obras especializadas, que dão destaque a satélites artificiais, para maior entendimento. Algumas delas estão relacionadas na rápida bibliografia, ao final deste trabalho.
Peço, finalmente, licença para dedicar o presente a dois pesquisadores que representavam, segura e responsavelmente, alinha científica da Ufologia brasileira: a Carlos Alberto Reis e Jaime Lauda, com meu abraço.
O que é uma Vigília?
Certa ocasião, alguém ergueu o dedo num auditório e lançou a pergunta – “Afinal, qual a finalidade das tais vigílias?” – A resposta é óbvia. Vigília é um período de tempo escolhido pelo pesquisador para, em determinado local, observar manifestações de características ufológicas, e colher dados que justifiquem um alegado índice anormal de aparições. O ouvinte, desejoso de informações acadêmicas, retrucou logo; “Em suma, vocês são uma turma de loucos que vão para o mato caçar disco voador”.
Em princípio ele teria razão. Não se pode lançar mão da vigília com a única finalidade de avistar um UFO. Ela tem utilidade bem ampla. Muitos depoimentos originam-se da confusão que o mal informado faz quando avista um fenômeno natural pouco comum e principalmente ao observar fenômenos artificiais de apresentação à primeira vista indefinível. É o caso de automóveis e tratores no alto de serras e, ao mais das vezes, dos Satélites Artificiais. A vigília é oportunidade para se registrarem, além de outras, aparições de engenhos conhecidos e ocorrências naturais, que possam ser confundidos com Objetos Voadores Não Identificados. Método científico é o comparativo, quando checagem de informações precisas é importante e podemos concluir por uma coincidência de dados.
Comum avistarmos o nascimento de um astro no horizonte, onde o espetáculo é notável em períodos de atmosfera carregada, que funcionando como lente, torna o brilho da estrela bastante ampliado. Munidos de uma carta estelar, sabemos que a tal hora e em tal posição, tendo como um ponto de referência algum acidente geográfico ou topográfico, uma estrela, “X”, surgiu no céu observável. A evidência do fenômeno pode impressionar um leigo, que julga ter sido testemunha de uma aparição ufológica.
A má informação torna tão frágil a impressão do observador, que confusões assim são mais comuns do que se supõe.
Temos registros de pessoas que juram ter avistado discos voadores que, no entanto eram automóveis em estradas isoladas, invisíveis à noite. De “contatados” que se comunicaram telepaticamente com tocos de árvores pegando fogo no pasto (como conta de maneira hilariante o pesquisador brasileiro Roberto Beck) e assim por diante.
Ocorrências astronômicas são mais comuns em casos de confusão. Nós mesmos, com nossa equipe, fomos vítimas da estrela Alfa da Constelação do Centauro, quando o fator emocional nos jogou num verdadeiro e constrangedor frenesi, diante da possibilidade de estarmos avistando um enorme UFO, que ao telescópio apresentava-se como duas bolas unidas (1). Diga-se de passagem que a “famigerada” explicação dada pela USAF (2) a avistamentos de UFOs, como se fossem observações do Planeta Vênus, à época do Projeto Livro Azul, não era tão desrespeitosa. Vênus já fez congestionar nossos telefones por inúmeras vezes.
Os trabalhos na vigília não se restringem à observação noturna. O dia deve ser utilizado para colherem-se dadas de eventuais observações da noite anterior, perante pessoas da cidade e do meio rural circundante. Pelo método comparativo, o avistamento de um UFO no mesmo sítio do espaço, à mesma hora e de idênticas características visuais ao nascimento do nosso astro “X”, cai diante da probabilidade de se ter observado o tal astro, que é praticamente de cem por cento.
O Satélite Constante Intruso
Durante uma vigília, qualquer coisa que se mova no espaço paralisará nossos nervos. A parte aviões, que ao lado de fenômenos naturais devem ser objeto de outro estudo, vamos nos ater aos satélites artificiais. De pronto o caro leitor perguntar-se-ia se há uma maneira segura de se afirmar se um ponto de luz em movimento a grande altitude não se trata de um UFO. É claro que não. Mas a finalidade deste trabalho é descobrir a fórmula de um processo eliminatório, portanto específico aos horários e condições prováveis de observação de satélites.
Sou compelido a tecer um comentário importante: Sempre que um fato ufológico movimenta a Imprensa, a tendência é solicitar o parecer de um astrônomo. Nada mais certo à primeira vista, levando-se em conta a possibilidade de ter ocorrido a confusão com um evento astronômico. Mas não se justifica ao extremo. Foi astrônomo quem nos chamou a atenção para isso (3). O incidente UFO é acontecimento de baixa altitude (estatisticamente falando). O astrônomo quase sempre observa um sítio certo do espaço, tendo o seu telescópio regulado num campo restrito, com o foco direcionado para distâncias imensas fora da atmosfera. Caso um Objeto cruze a frente de seu telescópio, o que já seria rara coincidência, provavelmente o estudioso sequer o notaria, em virtude da distância focal. Ademais não vemos outros fatores que justifiquem ao astrônomo opinar sobre UFOs, somente porque se tratam de eventos cuja característica é o vôo. Enfim, os acontecimentos elementares de astronomia são necessários ao ufólogo. A recíproca talvez não seja imprescindível.
Vulgamente os satélites, emtermos visuais, são pontos de diversas intensidades de brilho cruzando o espaço em linha características conhecidas dos aviões, entre elas as do vôo “por instrumentos”. Podemos acompanhar a trajetória de satélites de variados tamanhos e brilhos. Esses silenciosos caminhantes espaciais tomaram conta do céu a partir de 4 de outubro de 1957 quando o Sputnik (4) abriu a leva de engenhos artificiais colocados em órbitas da Terra. Um cálculo nada exageração afirma que em média coloca-se um satélite em órbita por semana. Diversos países tem tecnologia propícia à farta utilização de satélites artificiais, como EUA, França, Holanda, Canadá, Itália, China, etc. Suas destinações, além de bélicas, são inúmeras: comunicação (como a rede Intelsat), por canais que substituem, mais propriamente, todos os cabos submarinos: meteorologia, com destaque à previsão do tempo via TV, avisos sobre furacões e tempestades: cartografia; informações sobre colheitas e pragas: distribuição de águas de superfície: indicação de poluição de água e ar:: navegação: medições astronômicas e outras infindáveis pesquisas de astronomia, mormente após a colocação de telescópio infravermelho fora da atmosfera. São tantos os satélites, parte deles visível a olho nu, que alguns acordos aéreos entre Potências foram firmados com o lançamento de satélites de controle do tráfego aéreo para regularizar a segurança nos ares.
Que nenhum Ufólogo se assuste quando observar, o que não é raro, vários satélites cruzando os céus simultaneamente na mesma trajetória, como verdadeira esquadrilha. Até o fim do primeiro semestre de 1983, portanto em cerca de vinte e cinco anos, treze mil e quinhentos satélites foram lançados, com a utilização de 2.230 foguetes (que também levaram ao espaço 111 pessoas).
Um Comportamento Estranho
Intrusos e de estranho comportamento, os satélites surgem de surpresa, logo após o horizonte ou manifestam-se de repente em pleno céu, quase no “Zênite” (5). Outra característica de sua invasão da abóbada celeste é a impressão que dão de, aos poucos, irem diminuindo sua luminosidade, como se “apagassem sua luz”, até desaparecerem em pleno espaço. Diante de tais casos, espantamo-nos porque juramos que nenhuma nuvem, por tênue que fosse, pudesse ali estar para escondê-los. Os satélites se cruzam à nossa vista, em rotas perpendiculares e oblíquas entre si.
Como sabemos, boa parte não é eternamente aproveitável. Apesar do muito espaço que existe à órbita do planeta, o número de objetos e artefatos artificiais é tão grande que o perigo de colisão existe. Basta lembrarmos que os acidentes de avião seriam ilógicos se considerássemos a vastidão do espaço aéreo. No entanto ocorrem. Outro exemplo é a imensidão dos oceanos, onde independentemente disso acontecem amiúde colisões entre embarcações.
Um cálculo de previsão para 1985 foi elaborado por Vladimir Chobotov, da Corporação Aeroespacial de El Segundo, Califórnia. Ele calcula a probabilidade de 50% de colisão para um objeto de 50 metros a seu raio, colocado em órbita circular de baixa altitude (6), com objetivo de permanência no espaço de mil dias. A época dessas contas 1983 o estudioso lembrou que em volta da Terra já existiam cerca de cinco mil artefatos perceptíveis por radar.
Dezenas de explosões no espaço, sem dúvida atribuíveis a choques entre satélites, foram e são detectadas. Algumas não são meramente acidentais, mas programadas, provocadas por satélites destinados à destruição de outros espiões. É a “guerra nas estrelas”, hoje tão comentada. Toda uma festa no céu só tende a esquentar, considerando-se as inúmeras utilidades da ocupação espacial. Se nós Ufólogos acharmos que a tendência é tornar-se mais fácil o trabalho para analisarmos avistamentos de OVNIs, enganamo-nos. A cada dia que passa mais e mais fatores estarão complicando nossos céus, provocando confusões e enganos.
Parte dos corpos que circulam ao redor do mundo são meros calhaus espaciais, como peças de equipamento e destroços de corpos arrebentados. Algumas das explosões registradas são perfeitamente identificáveis, pois é público que a Rússia propositalmente costuma destruir seus próprios aparelhos, como fez com algumas estações da série Salyut, que eram equipadas com instrumental útil. Outras explosões só podem ser atribuídas a choques entre satélites, pois que, por exemplo, grande parte deles descreve órbita relativa à região polar, para não sofrerem tanto a ação de correntes magnéticas e do cinturão de Van Allen.
Certos corpos mais importantes, pelo custo e destinação, que explodiram, tiveram sua destruição mais notável, como o Skylab, o Cosmos 1402, o Cosmos 1275, o Explorer 36, o Cosmos 954, o Pageus. Quando não são estilhaçados por colisão ou destruição provocada, sofrem avarias e, perdendo força, não conseguindo manter-se em órbita, precipitam-se na atmosfera, partindo-se na reentrada em dezenas de pedaços. Este é outro fenômeno que pode surpreender numa noite escura e estrelada, causando confusão em OVNIs. Após bater na massa de ar, o satélite perde velocidade e se fragmenta, bombardeando o solo. Se alguém teve oportunidade de testemunhar a reentrada da atmosfera de um aparelho como o Cosmo 1402, deve ter observado um espetáculo digno de registro, pois ele tinha 14 metros de comprimento. Usava um reator nuclear de propulsão, abastecido com carga de 45 quilos de urânio.
Órbitas e Observações
Em termos vulgares, velocidade angular é a relativa ao ponto de observação. Os satélites de órbitas próximas (cerca de 200km. de altitude), apresentam a mesma velocidade angular de um avião voando a grande altitude. Messes casos fica mais difícil distinguir um do outro, mas muito raramente não conseguiremos notar a luz piscante do avião, mormente se estivermos munidos de um modesto binóculo. Aqui uma sugestão é cabível: Sempre que acompanharmos a trajetória de um ponto de luz, procuremos observar a sua passagem no espaço zênite ou à nossa frente. Em se tratando de avião, seguramente notaremos sua luz característica. Os intervalos entre as piscadas são quase regulares.
Não confundir, entretanto, com uma nítida variação de brilho nos satélites, que pode ser registrada. Certos artefatos oscilam sua luminosidade, mormente quando são alongados e giram em torno do próprio eixo. Porém o problema de órbita é a chave do nosso estudo. Inicialmente, a velocidade de vôo de um satélite para a órbita é imprimida de modo que a força centrífuga seja exatamente igual à força gravitacional (atração) do planeta. Se por acaso um corpo fosse colocado a pouca altura de vôo, conseguiria dar a volta ao mundo em uma hora, 24 minutos e 25 segundos a uma velocidade de 7,91km/ segundo, mas na prática não completaria sua volta em virtude da resistência do ar. Para que um satélite complete uma volta ao redor do mundo, deve ser colocado em órbita de no mínimo 160km de altitude, a partir do que a resistência do ar torna-se cada vez menos forte até que a última camada da atmosfera (7) seja ultrapassada.
Dependendo da área de superfície a ser coberta, os satélites são colocados estrategicamente em altitude e rota predeterminadas. Tais rotas podem ser modificadas se os artefatos contarem com um foguete próprio que os impulsione para a direção da órbita desejada. O primeiro ponto a ser, pois levado em conta, de maiores possibilidades de observação, é que os habitantes de regiões limítrofes ao Equador são mais privilegiados. Isso porque, existindo em maior número e voando a altitudes mais baixas, portanto sendo mais brilhantes, os satélites de comunicação são postos numa órbita sobre o Equador. Nesses casos a órbita descrita é quase sempre arredondada, observando-se que o aparelho é de relativa baixa altitude. Fácil, pois de situados em um ponto fixo de período de observação constante, podermos sempre arredondada, observando-se que o aparelho é de relativa baixa altitude. Fácil, pois de situados em um ponto fixo de período de observação constante, podermos sempre á mesma hora da noite registrar a passagem de um satélite, num mesmo sítio.
Quase nunca veremos satélites antes do por do sol, já que nossa estrela faz incidir seus raios à nossa vista, causando o azulado e a clareza do céu diurno, cortando as condições de observação do espaço, tornando a atmosfera opaca.
Lembramos, no entanto que as noites são mais curtas no Hemisfério Sul (o nosso), no início do verão (21 de dezembro) (8). A partir de 20 de Março, os dias e as noites têm igual duração e todas as regiões da Terra (9), no início do outono. As noites são mais longas que os dias a partir de 21 de junho. Assim é no Brasil, estando nós no chamado solstício. Os raios solares não atingem o Pólo Sul e é sempre dia no Pólo Norte. Daí a razão da longevidade das noites em países como o Brasil, situados na banda sul do globo. A duração do dia e da noite torna a ser idêntica em 22 de setembro quando o sol volta a atingir o Equador. É o equinócio e o início da primavera no Hemisfério Sul. Quanto à duração do dia e da noite (10), as considerações acima foram descritas apenas para escolha de épocas mais propícias à vigília.
Ora, dia por dia, devemos observar cálculos astronômicos, que aqui não são cabíveis. O fato é que poderemos ver mais satélites nos Dias de noite mais longas. Em resumo e empiricamente: No verão, o “dia” tem mais de 12 horas e a “noite” menos de 12 horas. No inverno, o dia tem menos de 12 horas e a noite dura mais que 12 horas.
Voltando ao problema das órbitas, outros satélites não as descrevem circulares, mas alongadas, elipsoidais, dependendo da velocidade de impulso. À medida que essa velocidade difere quando do lançamento, a órbita pode ser mais ou menos alongada. Nessa situação (até um limite de velocidade para que não ocorra o escape (11) em períodos constantes do mês o satélite será mais visível em uma região fixa, menos visível em outras (á medida que a elipse abre) e invisível nas demais. Podemos imaginar o fenômeno considerando a Figura, quando em “A” temos o “Perigeu” (ponto mais baixo, próximo da Terra) e em “B” o “Apogeu” (ponto mais alto ou distante da Terra). Visualmente notamos por vezes nítida diferença de velocidade aparente (ou angular) dos satélites. Comparando-se a força gravitacional do planeta com a força centrífuga obtida pela velocidade, quanto mais distante ele voar menor será a velocidade exigida para que se mantenha em órbita. A velocidade a ser imprimida depende portanto da altura do vôo e não da massa do artefato. Conclusão: os satélites que observamos mais rápidos estão mais baixos que os mais “vagarosos”. Ocorre que o tamanho e o brilho influem no nosso registro visual, daí em certas ocasiões julgarmos que um ponto de luz quase imperceptível e rápido está mais alto do que o outro mais brilhante e grande, quando na verdade dá-se o inverso.
Alguns exemplos de órbitas circulares:
Altitude (+ ou -) Velocidade aproximada
220 km 7,8 km/seg.
1000 km 7,4 km/seg.
10.000 km 4,9 km/seg.
Outro engano que sempre ocorre nos meios ufológicos é o de que nenhum satélite pode voar em sentido contrário ao de rotação da Terra. Mas isso é possível. Nem todos os satélites seguem o sentido de trajetória Leste para Oeste. Para entendermos o porque, devemos aproveitar e ver outros tipos de órbita: o plano orbital desses artefatos formam ângulos com o plano do Equador. Tais ângulos determinam a “inclinação da órbita”. Coincidindo ambos os planos (portanto de ângulo de inclinação zero), o satélite está traçando uma trajetória “equatorial”. Se o ângulo de inclinação é de 90 graus, está voando em trajetória “polar”, sobrevoando ambos os pólos terrestres. Então como se entende pela Figura 2, se certos satélites são disparados com trajetória de ângulo de inclinação superior a 90 graus, movem-se em sentido contrário à rotação da Terra. Vamos vê-los aparecendo a oeste e desaparecendo a leste. Isso se chama, em Astronáutica, “trajetória retrógrada”.
Mais duas órbitas “exóticas” interessam ao Ufólogo, pois o leigo não sabe o que ocorre. Se pudéssemos notar visualmente um satélite situado a 35.800 km. de altitude, o seu período orbital (12) seria de 23 horas e 56 minutos, ou seja, a duração média de um dia, que é o período de rotação da Terra. Assim o satélite giraria na mesma velocidade em que a Terra gira sobre seu eixo, apenas mantendo-se em grau de latitude (13). O observador, em solo, vê-lo-ia descrevendo em “oito”, no céu, tanto mais alongado quanto maior fosse seu plano de inclinação ao plano do Equador), o “oito” ficará reduzido a um ponto. Virtualmente o satélite será fixo, latitude e longitudinalmente. Sempre estará “parado” no mesmo ponto. É o conhecido satélite estacionário. E não é planeta, nem estrela ou sequer um UFO.
Movimento nos Céus
Á nossa vista, tudo lá em cima se move. O movimento aparente se dá devido à rotação da Terra e do trajeto que nosso planeta desenvolve no espaço, acompanhando o Sol ao redor dele. Além dos meteoros e bólidos, acabamos por nos acostumar à observação de tal modo que notamos nitidamente a rota que um certo astro descreve, desde que surge, mormente se tomamos outros, como pontos de referência.
Já que falamos em rotas de satélites, devemos discutir rapidamente a base disso. A Rotação da Terra. O movimento das estrelas, á noite, dito aparente, é notado de leste para oeste, dessa forma “retrógrado”, ao de rotação do mundo. A rotação acontece de oeste para leste, sobre o próprio eixo. Devido à rotação, o pólo celeste sempre se desloca relativamente às estrelas, ao contrário da invariabilidade das direções dos pontos cardeais no horizonte. Daí a posição dos astros nos céus, varia, mormente porque devemos levar em conta que o eixo da Terra se movimenta, o que podemos visualizar se imaginarmos que ele desenha, por sem movimento, um cone ondulado. Esse eixo também se move relativamente ao próprio globo terrestre – daí as mudanças, no espaço, das posições dos pólos.
Finalmente, a velocidade com a Terra gira varia irregularmente. Assim temos condições, para efeito de registro, de notar passagens de satélites de acordo com pontos cardeais e direção. Uma boa sugestão é o procedimento que de há muito adotamos. Ao avistar um satélite, o pesquisador deve anotar o horário e a trajetória. Facilita muito a comparação, se pudermos posicionar o artefato, relativamente aos astros. Desde o momento que surge, a direção em que segue (principalmente se passar por uma constelação que o leigo conhecer), e o momento e posição em que desapareceu. Podemos nos munir de cartas estelares fartamente encontráveis em quaisquer livrarias. Elas dão a posição dos astros dia a dia, por todo um ano. Demonstram-nos o movimento aparente deles, aqueles que são visíveis ou não, conforme períodos. Por vezes são acompanhadas de efemérides que nos interessam, como previsões de chuvas de meteoros. Através delas conseguiremos traçar a rota de satélites, com base na posição dos astros e na direção das constelações.
Evidente que não possuímos sempre às mãos meios para anotar invariavelmente qual satélite foi avistado e de prever a trajetória de todos eles. Para os mais exigentes existem tabelas de posições dos satélites em seus giros orbitais, mormente para os pilotos que utilizam o sistema de navegação por satélites. Se o Ufólogo tiver condições e conhecimento para tal, tais tabelas são elaboráveis com antecedência, por previsão matemática. Como se vê, neste aspecto a coisa muito se complica. Afinal, as velocidades de satélites são significativas para que eles se desloquem consideravelmente em um milésimo de segundo. Se escolhermos por determinar a posição do satélite de maneira mais segura tecnicamente, vamos depender de alguns fatores a posição é dada pelas estações de rastreamento, dependendo de técnicas de cálculo, dos níveis dos imprevisíveis efeitos que influem no comportamento do artefato, como desvio ocasionado pela fricção do ar (em caso dos que voam a baixa altitude), etc. Mas, dependendo das possibilidades de cada um… tudo se move no espaço.
Satélites, a Todo Instante?
Em condições boas de observação, ou seja, céu sem nuvens e sem lua, sempre temos chance de testemunhar as trajetórias dos satélites, mas há uma espécie de limite de horário. E, esse sim, talvez seja o trunfo que nos sobre para, pelo menos com boa margem de probabilidade, sabemos se estamos ou não avistando um UFO.
Outro conceito astronômico vem de nos oferecer a base de procedimento para a distinção que desejamos. Ocorre um efeito provocado pela Terra e pelo Sol: Quando um grande objeto é iluminado por outro grande objeto, formam-se posteriormente ao corpo iluminado duas áreas, no espaço – O chamado Cone de Sombra, extensão que não recebe nenhuma luz da fonte. É óbvio, a fonte de luz é o Sol (estrela de luz própria) e o corpo escuro iluminado é a Terra. E o conhecido Cone de Penumbra, que recebe pouca luz, apenas de alguns pontos da fonte luminosa. Consequentemente, na superfície da Terra que pertence à parte não iluminada temos Região de Sombra própria e na superfície cujos raios são fracos, pouco iluminada, temos a Região de Penumbra própria. Vide a ilustração na Figura 4. São essas duas regiões que os satélites penetram ao voar em torno da Terra. Ao penetrar no cone de penumbra, o artefato recebe pouca luz para refletir e o efeito, no espaço, é como se fosse diminuindo a luminosidade, até se “apagar” em plena rota, quando passa para o sítio espacial totalmente desprovido de luz, o cone de sombra, a sombra total da Terra.
À noite, vemos satélites mais ou menos brilhantes, dependendo do tamanho e altitude. Não seria necessário frisar que se são visíveis é porque refletem luz solar, mesmo à noite. Devido à órbita, estarão refletindo os raios do Sol nas primeiras horas da noite, pois que o observador estará na REGIÃO DE PENUMBRA (superfície de imperceptível penetração da luz solar). À medida que o artefato se dirige para o cone de sombra, desaparece.
Já vimos que as direções de órbitas são variadas. Assim é que se a linha da rota não passar pelo cone de sombra, veremos o aparelho varar de um horizonte a outro. Se a linha de rota coincidir com a “eclíptica” (14), não notaremos o satélite. Em resumo, a observação do satélite só é possível em virtude do cone de penumbra, para nós que estivermos em certos horários situados na região de penumbra.
O maior brilho deve-se também à luz difundida na atmosfera da Terra, que incide sobre eles. Claro que esses fatores não limitariam nossa observação para objetos de enormes proporções, de grande poder de reflexão, que se situassem em órbitas extremamente elevadas. Nesta hipótese consideraríamos os mesmos fenômenos que nos permitem avistar a Lua independentemente da hora da noite. Porém os objetos que nos sobrevoam não são tão grandes.
Melhor entendendo, avistamos satélites de proporção considerável situados em órbitas de até mais ou menos 1.000 km de altitude: satélites pequenos, voando a mais ou menos 200 km.
Devemos sempre considerar NOSSA entrada na REGIÃO DE PENUMBRA e na REGIÃO DE SOMBRA (repetindo, regiões de superfície onde nos encontramos), quando cai a noite. Em horários de noite mais adentro, estaremos na região de sombra, e o CONE DE SOMBRA no espaço impedirá a reflexão da luz solar pelo satélite e não o veremos. Isso em virtude das baixas órbitas, que nos limitam de vê-los. Óbvio – à medida que a região de penumbra se afasta de nós quando nossa posição adentra a de sombra, o ângulo do cone de penumbra se vai abrindo e a região do espaço que ele cobre é tanto mais fechada quanto mais próxima da superfície.
Os objetos próximos (satélites) estão mais sujeitos a serem apanhados pela penumbra e pela sombra ao passo que os mais distantes ou não penetram em nenhum dos cones, refletindo luz durante boa parte da noite, ou mesmo que penetrem serão avistados até horários mais tardios (Lua, por exemplo). Há dessa forma um limite de horário a partir do qual não veremos comumente satélites.
A alternância do dia e da noite, portanto a duração de cada um (mais da noite, que nos interessa) é, em Astronomia, medida de TEMPO SOLAR. O dia verdadeiro é registrado a partir de meia-noite, zero-hora. Tomemos para exemplo o período de verão, quando as noites são mais curtas: Já notamos que na primavera e no verão o dia tem mais de 12 horas e a noite menos de 12 horas. No inverno e no outono dá-se o contrário. Durante os dias de verão, o Sol nasce muito cedo e se põe tarde. Geralmente nasce por volta de 5h 30min (hora do fuso). Põe-se mais ou menos às 18h 30min. Lembrando-nos das considerações acerca das órbitas e tamanhos dos satélites observáveis, a partir do instante que nossa posição se transformar em região de penumbra, as estrelas aparecerão e o tempo ficará escuro; já poderemos esperar os satélites. Durará cerca de duas horas e meia até que nos situemos em região de sombra. Daí por diante não mais veremos os satélites observáveis. Nos dias de primavera e verão, nossas possibilidades estender-se-ão, pois até perto das 21 horas. No inverno, durando a noite mais de 12 horas, o Sol nasce cerca de 6h30m e se põe por volta de 17h 30min. Com o mesmo raciocínio anterior, poderemos ver satélites até próximo das 20:00 hs.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
Para aqueles que costumam permanecer de vigília até que o Sol volte a raiar, é bom lembrar que o DIA começa à meia-noite, zero-hora. Tudo volta a pesar com a mesma média de tempo antes do Sol nascer, quando voltaremos a vislumbrar satélites até que da claridade volte a ofuscar o espaço. O fato é que os satélites são eclipsados, e dependendo da altitude, capacidade de reflexão, órbita e tamanho, sofrem os mesmos efeitos visuais dos astros.
Referimo-nos, por exemplo, à Lua. Os eclipses lunares nos dão maior clareza de entendimento, pois a Lua está sujeita à incidência dos cones. Caso a órbita da Lua corresse no mesmo plano da Terra haveria eclipses amiúde. Ocorre que a Lua e a Terra têm suas órbitas em planos inclinados, daí mesmo em conjunção (mesmo plano em linha reta entre a Terra e o Sol) ele passa pouco abaixo ou pouco acima do Sol. Identicamente, quando a Lua está em posição, não entra no cone de sombra, mas passa abaixo ou acima dele, sendo sempre visível sem escurecer.
Aos que não entenderam o porquê de não vermos satélites, quando eles mergulham no cone de sombra, devemos informar que, quando eles mergulham no cone de sombra, devemos informar que, durante os eclipses, a Lua pode levar até duas horas para sair do mesmo cone, cujo diâmetro lhe é bem superior.
Outra dúvida restaria ao tratarmos dos tipos de órbitas desenvolvidas por satélites. Não nos referimos às órbitas sincrônicas com o Sol. Tais trajetórias, estabelecidas com o máximo de precisão exigida, evitam que o artefato entre no cone de sombra. Ele sempre estará iluminado pelo Sol, mas a nossa posição geográfica, quando se tornar região de sombra, já estará longe do aparelho e não o veremos em virtude da distância, ou seja, o seu brilho não chegará até nós.
Os satélites mais visíveis, em virtude do seu poder de reflexão, são os construídos com uma espécie de plástico metalizado, semelhante ao dos balões de estratosfera. São infláveis e têm quase a mesma função de balões científicos de estudo atmosférico a altitudes elevadas. Alguns bem famosos assustaram muita gente à noite, como os da série “Echo”, de dimensões incríveis, com cerca de 40 metros de diâmetro. Ao lado da série “Telstar” se constituíram bons pontos de observação visual, apesar de relativamente pequenos.
BIBLIOGRAFIA
BOCZKO, R., “Conceitos de Astronomia”, ed. Edgard Blucher Ltda, SP – 1984.
FARIA, Romildo P., “Fundamentos de Astronomia”, ed. Papyrus, 2ª., Campinas, SP – 1982.
DIVERSOS Autores, “A Conquista do Espaço Cósmico”, Simon Ramo e., Ao Livro Técnico S/A, RJ – 1964.
HERMANN, Joachim, “Astronomia”, Ed. Moderna, SP – SD.
MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas, “Da Terra às Galáxias”, Ed. Melhoramentos, Brasília, 1977.
MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas, “Anuário de Astronomia”, Ed. Francisco Alves, RJ – 1985.
SOLER, Rafael Clemente, “Os Satélites Artificiais”, Salvat Ed. do Brasil S/A – 1979.
TROEBST, Coud-Christian, “A um passo da Lua”, Ed. Boa Leitura S/A, SP – SD.
ENCICLOPÉDIA “Ciência Bril”, nº 107, julho/82, Ed. Abril Ltda, SP
REVISTA “Ciência Ilustrada”d, nº 09, julho/83, Ed. Abril.
REVISTA “Popular Science”, nº 05, janeiro/83, Novo Grupo Ed. Técnica Ltda – SP.
QUESTIONÁRIO DE AVISTAMENTO
A Socex é uma entidade independente de pesquisas, que procura ajudar na solução do enigma da vida fora da Terra, avistamentos de objetos voadores não identificados e eventuais contatos com tripulantes. Este questionário foi preparado para que a testemunha possa nos fornecer, com clareza e fidelidade, todas as informações relativas à ocorrência. Antes de preenche-lo, sugerimos que seja lido com atenção. As informações aqui dadas, serão utilizadas como objeto de pesquisas e respeitando a privacidade do autor caso seja este seu desejo.
1 – TEMPO
Quando viu o objeto? Pela manhã?…………….À tarde……………….À noite?……………………
Ano……………Mês…………….Dia…………….Hora……………..Minutos………………………………..
Durante quanto tempo observou o objeto? Horas……….Minutos………Segundos…………..
2 – LOCAL
Onde estava quando viu o objeto? Rua…………………………………………………………………..
Cidade…………………………..Estado……………………………..País…………………………………….
Obs: Se estava no campo, cite referências para localização.
Região: Plana?………………Montanhosa?………………….Litorânea?……………………………….
Altitude aproximada………………………..metros
3 – AMBIENTE
Se foi de dia: De que lado estava o Sol em relação à sua pessoa?……………………………..
Se foi à noite: Lua visível…………Estrelas visíveis……………Muitas…………Poucas…………..
Nuvens: Céu limpo………… Parcialmente encoberto?…………..Totalmente encoberto?…….
Tempo: Frio…….Morno………..Quente………..Chuva………Nevoeiro……..Bruma Seca………..
Vento: Forte……….Moderado……… Fraco………Nenhum……….Direção do vento……………..
4 – DESCRIÇÃO DO OBJETO
O objeto parecia: Sólido…………Fluídico………..Opaco………..Translúcido………………………..
Se brilhava, parecia ter: Luz própria…………Luz refletida………..O brilho era incômodo à visão…………
Variava de intensidade………….Sua intensidade era uniforme em toda superfície do objeto……………………………………………………………………………………………………………..
Cor do objeto: …………………….Variava?……………Como?……………………………………………..
Forma do objeto: ……………………………Variava?……………Como?…………………………………
Os contornos do objeto eram: Nítidos?……………Indistintos?……………………………………….
Tamanho aparente: (comparado com a lua cheia ou com outro objeto colocado à distância de um braço dos seus olhos)…………………………………………………..
Tamanho real: (se possível)…………..metros
Distância do objeto: (se possível)…………….metros
Descreva o ruído do objeto: …………………………………………………………………………………..
Se ele tinha cauda: Era de luz?…………De vapor?…………..De fumaça?……………De que cor era a cauda?…………………
Descreva outros detalhes avistados no objeto: ………………………………………………………….
…………………………………………………………………………………………………………………………….
No caso de mais de um objeto: Quantos eram?……………..Voavam em formação?…………….
Descreva as diferenças entre eles……………………………………………………………………………..
5 – POSIÇÕES E MOVIMENTOS DO OBJETO
Viu o objeto: Parado?…………Em movimento?…………..Em ambas as situações?………………
Para que direção você olhava: Quando viu o objeto pela primeira vez…………………………..
Pela última vez……………………..
De que direção vinha o objeto? …………………………………………………………………………….
Que direção seguia quando desapareceu? ……………………………………………………………..
A trajetória do objeto era: Retilínea?……….Curvilínea?…………Quebrada em ângulos?……….
Sua altitude aparente era: Grande?……….Média?………..Pequena?……….. Altitude real (se possível)…………………….metros
Tipo de vôo: Horizontal…………Ascendente………….Descendente…………..Variou?…………….
Velocidade aparente: (comparada a um avião, meteoro, ou qualquer outra coisa conhecida)………………………………………….Velocidade real (se possível)…………………..km/h
O objeto passou: Dentro de uma camada de nuvens?………….Acima?……….Abaixo?…………
Calcule sua altura acima da linha do horizonte: Quando apareceu……….graus
Quando desapareceu………….graus
De que forma ele desapareceu de sua vista: Diminuindo, à distância…………Apagando-se………….Explodindo…………….Sua visão foi interceptada por algum objeto qualquer………..
6 – CONDIÇÕES DA OBSERVAÇÃO
Quando viu o objeto, você estava: Na rua……….Em campo aberto………….No interior de um prédio……………Dentro de um veículo……………Que espécie de veículo……………………………
Se estava dentro de um veículo: Qual era sua velocidade………..km/h
Rumo que seguia…………………………………………………………………………………………………..
Se o veículo era um avião: Tipo e prefixo……………………………..Altitude…………….metros
O objeto estava acima ou abaixo do plano do avião?………….Quantos metros?…………………..
Houve comunicação para a torre de controle?……………Qual aeroporto?…………Quanto tempo após a observação?……………….
Observou o objeto através de: Óculos…………Vidraça ou parabrisa…………….Aparelho ótico………………(características: ex: binóculo, telescópio, etc)……………………………………….
Havia outras pessoas em sua companhia no momento da observação? ……………………..
Elas também presenciaram o fenômeno?………………Coloque abaixo seus nomes e endereços:
………………………………………………………………………………………………………………………………….
………………………………………………………………………………………………………………………………….
………………………………………………………………………………………………………………………………….
7 – INFORMAÇÕES PESSOAIS
Nome completo: (bem legível)……………………………………………………..Sexo………………………….
Endereço completo: (rua, número, bairro,CEP)…………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………………………………………
Telefone…………………….Cidade………………………………Estado…………………….País……………….
Idade…………..Formação escolar………………………Alguma especialização?………..Qual?…………
Sua profissão atual…………………………….
Data em que completou este relatório: Dia……….Mês……………Ano……………………………..
Assinatura………………………………………………….
Pesquisador de Campo………………………………………………………………………………………….
No espaço abaixo, desenhe uma figura para mostrar os movimentos que o objeto fazia. Coloque “A” no início da trajetória e “B” no fim, indicando quaisquer mudanças de direção efetuadas durante o vôo.
Faça abaixo um desenho que mostre a forma do objeto, tal qual lhe pareceu. Marque e inclua no seu esboço todos os detalhes que você distinguiu no objeto (asas, tubos de escapamento de gases, motores, esteira de luz ou vapor, manchas, etc.). Coloque uma seta ao lado do desenho para indicar a direção em que o objeto se movia.
Como é impossível prever e incluir neste questionário alguns detalhes particulares a cada caso, gostaríamos que você nos relatasse, com suas próprias palavras, tudo aquilo que possa auxiliar a ter uma idéia mais completa e perfeita do que você viu, pensou e sentiu no momento da observação do fenômeno. Se o espaço abaixo for insuficiente, favor continuar em outra folha que será anexada a este questionário.
QUESTIONÁRIO PARA PESQUISA DE EVENTUAL ABDUÇÃO
Você já teve experiências pessoais estranhas?
Por favor, preencha o questionário e entre em contato conosco assim que possível. Todas as respostas serão confidenciais e sua identidade não será revelada.
(Lembre-se que passamos o mesmo que você e respeitamos quem passou por essas experiências.)
Seja tão completo quanto possível.
E-mail:
Data:
Nome:
Idade:
Sexo:
Ocupação:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Pais:
Telefone:
Nome de seu companheiro ou esposa/o:
Ocupação de seu companheiro/a ou esposo/a:
Nomes dos filhos e idade:
Se as respostas às perguntas que seguem forem “Sim”, por favor elabore no espaço providenciado.
Descreva seus sentimentos e emoções na medida do possível em suas respostas.
Você já viu um OVNI? Se for afirmativo, dê uma pequena descrição dos acontecimentos durante o avistamento(s).
Sim Não
Quando criança ou adulto, alguma vez experimentou momentos estranhos num tempo indeterminado quando sentia-se perdido fisicamente mas não se lembra ter se perdido?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Você tem marcas ou arranhões no seu corpo que nem você ou seus pais conseguem lembrar como apareceram?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Enquanto acordado já viu uma figura assustadora (“monstro”, uma “bruxa”, o “demônio” ou algo parecido).
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Você já experimentou uma sensação estranha na qual encontrou-se inexplicavelmente num local diferente de onde lembrava estar alguns segundos antes ou um tipo de hipnose enquanto dirigia?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já sonhou estar num hospital?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já sonhou estar deitado numa mesa?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já teve algum sonho que o perturbasse com bebes ou pequenas crianças?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já acordou paralisado com a sensação de alguém, alguma presença ou algo em seu quarto?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já viu luzes ou bolas de luz em seu quarto na qual não tem nenhuma explicação?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Se for mulher, já teve algum problema estranho com gravidez?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Se for mulher, já sentiu que estava grávida mas, de repente desapareceu?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já sentiu que estava realmente e inexplicavelmente voando e não era uma experiência de saída do corpo nem um sonho?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Você tem medos inexplicáveis em relação a certos lugares, como estradas longas, campos abertos, quartos em sua casa e outros?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Você já saiu de seu corpo ou teve uma saída inexplicável?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Algum parente ou amigo falecido, já apareceu em sua casa à noite?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já viu ou sentiu a presença de um fantasma?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já teve uma visão ou visita religiosa?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
(Nos perdoe, mas é necessário que nos responda as perguntas a seguir. Essas perguntas apenas mostram como consegue enfrentar eventos estranhos e não se foram inventados).
Já foi hospitalizado por motivos de desordem psiquiátricos ou psicológicos?
Sim Não
Você está se medicando por razões emocionais ou psicológicas?
Sim Não
Já acordou com roupas que não eram suas e não sabe como as vestiu, ou acordou com as roupas pelo avesso ou sem elas quando havia colocado roupas adequadas e corretamente para dormir ?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já sentiu alguma energia muito forte envolvendo-o?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Já sonhou com OVNIs?
Sim Não Se afirmativo, descreva.
Por favor use esse espaço para descrever acontecimentos estranhos que esse questionário não cobriu.
Suas respostas serão devidamente respeitadas e guardadas em nossos arquivos .
Por favor, complete as frases abaixo, expressando com sentimentos. Caso não tenha vivido alguma das experiências, desconsidere escrevendo um “não” ao lado.
Tenho canalizado informações de alguma fonte……
Tenho tido um aumento em sonhos que recordo…..
Sinto que recebo informações de outro lugar…..
Sinto que meu poderes psíquicos aumentaram…..
Tenho mais interesse em filmes, revistas e livros sobre OVNIs…..
Experimento uma estranha energia fluir pelo corpo…..
Às vezes tenho insights de minhas experiências….
Minha intuição tem aumentado….
Às vezes sinto quando algo vai acontecer…..
Sinto uma proteção estranha….
Meu interesse por assuntos espirituais…..
Meu desejo atingir uma consciência maior…..
Minha crença numa força maior….
Meu interesse em procurar respostas para os mistérios da vida…..
Meu interesse nas possibilidades de vida extraterrestre…..
Sinto que tenho uma tarefa a ser cumprida…..
Sinto que grandes mudanças irão ocorrer no planeta…..
Sinto que fui escolhido….
Vivo entre várias realidades…..
Me sinto confuso diante de pensamentos estranhos….
Minha apreciação pela natureza aumentou…..
Por favor, escreva qualquer informação, percepção ou vivência incomum que queria adicionar.
FRAUDES E ERROS DE INTERPRETAÇÃO – FENÔMENOS FÍSICOS QUE CONFUNDEM
Claudeir Covo – INFA – www.infa.com.br – claudeir.covo@uol.com.br
ASTRONÔMICOS:
ASTROS
Sol, Lua, Vênus, planetas, estrelas, cometas e outros astros, quando próximos à linha do horizonte, devido ao efeito de lente e a poluição da atmosfera, parecem ter dimensões maiores do que o normal e quase sempre apresentam a cor avermelhada (refração do espectro). Dependendo do ângulo visual, podem mostrar formas que lembram um disco voador. A análise dos referenciais (outras estrelas, por exemplo, com o auxílio de mapas estelares), pode ajudar na identificação do evento. Interessante que os planetas Vênus e Júpiter também podem ser visíveis durante o dia. O planeta Vênus também é conhecido como “Estrela D’alva”, Estrela Matutina ou Estrela Vespertina. Na Ufologia é conhecido como a “Rainha dos OVNIs”.
SATÉLITES ARTIFICIAIS E LABORATÓRIOS ESPACIAIS
Desde 1957, os satélites artificiais podem ser vistos aproximadamente duas horas após do por do Sol e duas horas antes do amanhecer. Normalmente são vistos na cor branca, pois refletem a luz solar. O mesmo acontece com os laboratórios espaciais.
Seguem uma trajetória definida, aparentemente em linha reta (na realidade estão circulando a Terra) e desaparecem em pleno céu, pois entram no cone de sombra. Jamais mudam de trajetória.
METEOROS
Meteoros são fragmentos de matéria do espaço interplanetário, que ao penetrar em nossa atmosfera se aquece, tornando-se luminoso. Normalmente atravessam a atmosfera e se perdem no espaço. A grande maioria tem dimensões não superiores a um grão de feijão. Com tamanhos maiores são chamados de bólides ou bólidos e causam ruído ao penetrar na atmosfera. O efeito luminoso na atmosfera tem curta duração, variando de frações de segundo até poucos segundos. Devido à altíssima velocidade, o meteoro perde a sua energia cinética para o ar, o qual se ioniza, tornando-se luminoso. Podem ser metálicos ou rochosos.
Basicamente, se dividem em três classes:
METEORÓIDES
São aqueles observados fora da nossa atmosfera.
METEOROS
São aqueles que atingem a nossa atmosfera.
METEORITOS
São aqueles que são encontrados no solo.
COMETAS
Os cometas são astros “errantes” que não raramente podem ser observados a olho nu ou por equipamento ótico (binóculo, luneta ou telescópio).
ATMOSFÉRICOS
Todo fenômeno ótico ou acústico que ocorre em nossa atmosfera é conhecido como meteoro.
Eles se dividem em:
HIDROMETEOROS
São aqueles relacionados com a água (chuva, tempestade, tornados, ciclones, etc…);
ELETROMETEOROS
São aqueles relacionados com a eletricidade e conseqüente manifestação de ruídos (raios, relâmpagos, trovões, faíscas elétricas atmosféricas, etc…);
FOTOMETEOROS
São aqueles relacionados com a emissão de luz (raios, relâmpagos, trovões, faíscas elétricas atmosféricas, etc…);
LITOMETEOROS
São aqueles relacionados com a precipitação ou formação de gelo (granizo, geada, neve, etc…).
NUVENS LENTICULARES
É muito comum o vento atingir grandes velocidades em um local relativamente plano. Quando chega perto de uma montanha, o vento sobe e faz um redemoinho que dá às nuvens formas discoidais. A testemunha, se observar o fenômeno por vários minutos, verificará que a forma lenticular irá se dissolver.
NUVENS NOCTILUCENTES
As nuvens noctilucentes são aquelas que luzem à noite. Temos também as nuvens iridescentes que ocupam a altura acima de 12 km na atmosfera. Em certos foguetes de estudos atmosféricos, que são lançados a grandes altitudes, utilizam-se gases de Bário que podem escapar e permanecer concentrados na atmosfera. Em certas situações, dependendo da altitude, da temperatura, da pressão atmosférica e da umidade relativa, esses gases se ionizam causando um efeito luminoso característico.
Existem outros tipos de materiais químicos que se comportam de forma semelhante em nossa atmosfera.
AURORA BOREAL OU AUSTRAL
Consiste num fenômeno luminoso que ocorre nas camadas mais altas da atmosfera, formando um colorido muito interessante, envolvendo todas as cores do espectro visível. Normalmente, ocorre nas regiões polares (sul e norte). São partículas carregadas de eletricidade, emitidas pelo Sol, que entram em contato com o campo magnético terrestre e com as moléculas dos gases atmosféricos.
RELÂMPAGOS GLOBULARES
Também conhecido como raio bola ou eletricidade em bola, trata-se de um fenômeno atmosférico raríssimo, normalmente ocorrendo em meio a tempestades, ou após um relâmpago comum. É uma bola luminosa de diâmetro pequeno, variando de 10 a 25 cm, de cor amarela, laranja ou vermelha, que as vezes emite um zumbido sibilante. Não é excessivamente quente mas pode queimar pessoas, também podendo danificar objetos. Às vezes, se dissipa no ar, simplesmente, e noutras some causando violenta explosão.
Os cientistas têm realizado constantemente experiências para descobrir a origem desses fenômenos, contudo, conseguiram somente alguns resultados associando a eletricidade com a química. Chegaram a reproduzir em laboratório a explosão de um grande transformador com sobrecarga de alta tensão. O filme que documentou essa experiência, mostra uma bola luminosa do tamanho de uma bola de futebol, que sai do meio da explosão e é lançada quase que na direção da câmara.
RELÂMPAGOS DE FOGO
O relâmpago de fogo é outro fenômeno atmosférico raríssimo. São esferas brilhantes que flutuam perto do solo, tendo ao seu redor um halo azul. Existem registros desde a Idade Media. Essas esferas se formam de diversos tamanhos, sendo que o maior chega a ter o diâmetro de uma bola de futebol. O pesquisador neozelandês John Abrahamson, da Universidade de Canterbury afirma que trata-se apenas de areia incendiada. Ele explica que o solo é rico em silício, e que explode ao ser aquecido a mais de 3.000 graus Celsius pelo relâmpago. Esse pesquisador, junto com a sua equipe, conseguiram reproduzir o fenômeno em laboratório. As poucas testemunhas que viram um relâmpago de fogo descrevem como bolas flamejantes que formam um espetáculo arrepiante.
RED SPRITES
São fenômenos óticos envolvendo descargas elétricas ascendentes que ocorrem na alta atmosfera. com formato de cone invertido, que ocorrem nas altitudes de 85 km. São flashes luminosos massivos mas oticamente fracos. Tem o tempo de duração na ordem de 17 ms. Aparecem em quantidade. A parte maior do cone que fica em cima tem a cor vermelha, e a parte inferior e mais fina do cone que fica em baixo (40 km) tem cor azulada. A primeira imagem de um “sprite” foi obtida acidentalmente em 1989. Em 1990, o “Space Shuttle” filmou mais de vinte ocorrências. Hoje, algumas milhares de imagens estão disponíveis para estudo.
BLUE JETS
São fenômenos óticos envolvendo descargas elétricas ascendentes que ocorrem na alta atmosfera, com formato esférico e de cor azul, normalmente associados a tempestades de relâmpagos. Ocorrem entre 20 km e 40 km de altitude e desaparecem entre 40 e 50 km de altitude. Duram em média 200 ms. A esfera sobe a uma velocidade de até 100 km/s. Ocorrem devido a descargas elétricas dentro de nuvens a aproximadamente 20 km de altura.
CAMADAS DE INVERSÃO TÉRMICA
Na altura de algumas centenas de metros, às vezes, podemos encontrar uma camada de ar quente, tendo acima e abaixo camada de ar frio. Essa camada de ar quente se comporta como um espelho perfeito, refletindo grandes focos de luz, faróis de automóveis, etc. Neste caso, de longe iremos ver duas bolas luminosas ”dançando” no céu, que torna fácil a identificação do fenômeno.
FOGO DE SANTELMO
É um fenômeno de eletricidade estática, que é devido ao atrito de grandes massas de ar de diferentes temperaturas em movimento na atmosfera. Esse atrito arranca partículas de materiais condutores, tornando-as carregadas positivamente. Essa superfície com carga elétrica relativamente próxima de uma nuvem também carregada, apresentará atração/repulsão de cargas elétricas, concentrando-se nas pontas das superfícies. Iremos observar, então, uma chama azulada cintilante.
Nas ocasiões de tempestades, o fogo de Santelmo tem sido observado nas pontas das asas dos aviões, nas pontas dos mastros dos navios e nas pontas dos campanários das igrejas. Neste último caso, já foi até confundido com aparições da Virgem Maria.
Como a chama azulada tem um brilho relativamente pequeno, só é visível à noite, porque a luz do Sol é muito mais intensa. Os cientistas demonstraram em laboratórios que enxames de alguns insetos, como a cigarrinha do abeto, podem ser iluminados pelo processo do fogo de Santelmo quando voam através de altos campos elétricos criados por uma tempestade.
PARÉLIO
Este é um fenômeno atmosférico que envolve a imagem do Sol refletida (às vezes refratada) em uma nuvem ou por cristais de gelo em suspensão no ar. Devido a sua altura, esses cristais de gelo em suspensão podem ser iluminados pelo Sol ainda abaixo da linha do horizonte, ocorrendo a decomposição da luz branca nas várias cores do espectro, causando um halo concentrado e colorido muito bonito. É bem diferente do fenômeno arco-íris, este bem conhecido da população, onde ocorre a decomposição da luz solar branca nas microgotículas de água em suspensão na atmosfera, causando um arco colorido.
PARASSELÊNIO
Um tipo de fenômeno relativamente comum e conhecido por quase todos. É um circulo luminoso que, às vezes, se observa em volta da lua. É causado pela grande quantidade de umidade e cristais de gelo presente na atmosfera. Se houver nuvens passando à frente do fenômeno, poderemos ter a sensação de movimento e mudança da intensidade luminosa e da cor.
TELÚRICO
ENERGIA TELÚRICA
Em nosso planeta temos 92 elementos naturais, sólidos, líquidos e gasosos, que podem formar infinitas substâncias quando associadas adequadamente. A própria NASA tem realizado experiências para formar novas substâncias no espaço, na ausência da força gravitacional. Existem muitos processos químicos em que muitas substâncias têm a característica de emitir luz.
A emissão luminosa pode ocorrer nos seguintes processos:
LUMINESCÊNCIA
É o fenômeno físico que consiste em irradiação de luz em temperatura relativamente baixas;
FOSFORESCÊNCIA OU FOTOLUMINESCÊNCIA
É o fenômeno físico que consiste na emissão de luz de certas substâncias, mesmo depois de cessada a excitação que a provocou;
FLUORESCÊNCIA
É o fenômeno físico que consiste na emissão de luz de certas substâncias quando excitadas por descargas elétricas, apagando quando cessa a excitação.
Muitas substâncias químicas de nosso solo, quando em contato como ar, causam fenômenos luminescentes, envolvendo também o campo magnético terrestre e campos elétricos, como alguns já descritos anteriormente. Outro fenômeno que ocorre, envolvendo os picos das montanhas, compreende uma bola luminosa de cor vermelha-ígneo, que pula de um pico para o outro.
Poucas explicações cientificas têm sido dadas, no entanto, a este fenômeno.
Conhecemos o poder das pontas em relação à eletricidade. Sabemos também que montanhas contendo minérios de ferro, quando são atingidas por raios, ficam magnetizadas. Também sabemos que os ventos atritam o ar contra os elementos químicos das montanhas e arrancam elétrons, tomando os elementos carregados eletricamente positivos. Se o fenômeno fosse puramente elétrico (como uma descarga para equilibrar a diferença de potencial), teria que se comportar como o raio, causando um relâmpago e um forte estrondo, mas isso não acontece. Por outro lado, sabemos que o solo é condutor e qualquer carga elétrica nas montanhas seria rapidamente neutralizada, eliminando a diferença de potencial elétrico. Um outro fenômeno luminoso também ocorre nas regiões onde há falhas geológicas, permitindo o escape de gases naturais do manto terrestre, que podem se inflamar espontaneamente. Existem ainda outros fenômenos luminosos que ocorrem sobre a superfície do solo para os quais a própria ciência ainda não conseguiu dar explicações plausíveis e que, por falta de nome, simplesmente chamamos de fenômenos da energia telúrica (da Terra).
FOGO FÁTUO OU GASES DO PÂNTANO
Todo corpo orgânico em decomposição emana o gás metano (CH4), que, em concentrações de aproximadamente 25% em mistura com o ar, pode inflamar-se espontaneamente. O fogo fátuo envolve o gás metano de origem animal e os gases do pântano envolvem o gás metano de origem vegetal. No local onde existe a emanação do metano (muito comum nos cemitérios) quando não está ventando, o gás começa a se concentrar. Se o tempo estiver relativamente quente (noites de verão), de repente ocorre a combustão espontânea. Se houver uma pessoa relativamente perto, ela verá durante um período de tempo muito curto uma chama azulada de 2 a 3 metros de altura, que emite luz e calor, e ouvirá o barulho característico de uma pequena explosão abafada. Se a pessoa estiver no meio dos gases, certamente vai sofrer queimaduras na hora da combustão. O fenômeno ocorre de dia e de noite, mas por emitir uma luz de pequena intensidade, só é visível à noite. Uma pessoa muito mística, que não conhece esse fenômeno, se estiver em um cemitério após a meia-noite, quando acontecer uma explosão do fogo fátuo, se não morrer de parada cardíaca, certamente passará o resto da vida jurando que viu um fantasma! Há registros de muitos incêndios em matas que tiveram início em gases do pântano. Hoje, muitas pessoas estão utilizando o gás metano, obtido pela decomposição do lixo, como uma fonte de energia alternativa.
PROTOZOÁRIOS NOCTILUCÍDEOS
Existe um grupo de protozoário da ordem dos dinoflagelados, classe dos mastigóforos, de dois milímetros aproximadamente, caracterizados pela fosforescência, observada à noite nos mares e nas praias. À distância, pode confundir.
ÁRVORES LUMINESCENTES
Existem algumas árvores que na presença de certos campos eletromagnéticos se tornam luminescentes, sem afetar a vida delas. Pelo menos três delas já são conhecidas: o azevinho (ou azevinheiro ou azinheira), o assa-peixe (ou cambará-guaçu) e o terebinto. O fenômeno é conhecido como fogo da aldeia. Durante a noite, quando a árvore se torna luminescente, a sensação visual é que ela está pegando fogo. No dia seguinte, ao examinar a árvore, aparentemente nada aconteceu. O fenômeno já foi reproduzido em laboratório com o auxílio de geradores de campos eletromagnéticos.
IMPACTOS E PRESSÕES
Existem certos tipos de rochas que ao serem atingidas por meteoros, ou receberem algum tipo de pressão, como por exemplo, o movimento das placas tectônicas, ou terremotos, podem emitir gases quentes e ionizados, ou que se inflamam espontaneamente em contato com o ar, ou simplesmente podem gerar fenômenos luminosos e também emitir radiofrequência que causa interferência eletromagnética. A gnaisse, que é composta basicamente de feldspato, quartzo e mica, é uma dessas rochas. O diabásio, que é uma rocha preta ou esverdeada, é outra. Normalmente geram o fenômeno em falhas geológicas. Podem confundir facilmente.
Existem certos tipos de cristais que ao serem comprimidos geram faíscas elétricas.
O Dr. Brian Preire, dos EUA, e o professor Michel Persinger pegaram um bastão de granito e o submeteram a uma enorme pressão. Ao explodir, ficou documentado a emissão de gases ionizados e luminosos (pequenas bolas de luz) e uma intensa emissão de radio-frequência.
AVES EM MIGRAÇÃO
Quando as aves migram em grandes quantidades, podem até ser detectadas por radar. Dependendo do tipo de formação que existe, podem tomar uma forma que lembra um disco voador.
ARTIFICIAIS
BALÕES
Os balões solares, os balões juninos, os balões infantis (bexigas), os balões de propaganda, os balões tripulados ou dirigíveis (Zepelim) e os balões de estudos atmosféricos, dependendo da altura, da distância, da reflexão da luz solar, da cor, da intensidade luminosa e do ângulo visual podem facilmente ser confundidos com discos voadores. Alguns balões especiais de estudos atmosféricos, de grandes dimensões, atingem uma altura elevada na atmosfera, e logo após o por do Sol e pouco antes do amanhecer, mesmo ainda de noite, podem facilmente refletir a luz solar, causando o engano. Alguns balões atingem a altitude de 45.000 metros. Outros, utilizados em propaganda, são fixos por corda e são iluminados por dentro com uma pequena lâmpada ou do solo por potentes holofotes. Devido ao vento, o observador verá evoluções muito similares às atribuídas ao fenômeno UFO.
AERONAVES
Aviões, helicópteros, asas-delta, planadores, ultraleves e outros, dependendo da distância e principalmente do ângulo visual, podem confundir os leigos. Durante a noite, mesmo em distâncias pouco acima de trinta quilômetros, quando vindo de frente, com os faróis acesos confundem facilmente.
EXPERIÊNCIAS COM ARMAS SECRETAS
Sem a menor sombra de dúvida, os governos dos países mais desenvolvidos, desenvolvem veículos secretos aéreos cada vez mais modernos, normalmente para fins bélicos. Para experimentar esses veículos é necessário fazê-los voar em algum lugar, quando às vezes são flagrados por algum fotógrafo. Como as formas desses veículos são diferentes das convencionais, acabam sendo confundidos com discos voadores. Em análises de fotos antigas de supostos UFOS, algumas mostram veículos militares que hoje são bastante conhecidos, mas que, antigamente, eram secretos.
LANTERNAS EM PIPAS
É muito comum um garoto fazer uma pequena lanterninha (ou várias), a qual é feita com cartolina e papel de seda, tendo em seu interior um pedaço de vela acesa, a qual é pendurada na linha de uma pipa. Lá no alto, de acordo com o vento e as manobras realizadas pelo empinador da pipa, podemos ver algo parecido com uma sonda ufológica. Também são usadas garrafas plásticas, tipo PET, as quais são cortadas ao meio, com uma vela acesa no gargalo, com as laterais da garrafa protegendo a chama.
FOGOS PIROTÉCNICOS
Pelo emprego de produtos químicos, tem sido desenvolvidos fogos de artifício cada vez mais modernos, para diversos usos, normalmente para fins de espetáculos visuais. Os baloeiros normalmente utilizam esses produtos em seus balões para os efeitos luminosos noturnos. Temos também as pistolas de sinalização, utilizadas pela Forças Armadas, que lançam a certas alturas uma pequena bola química, que quando queima emite uma forte luz, caindo lentamente com o auxílio de pequenos pára-quedas.
PARAPSICOLÓGICOS
EFEITOS PARAPSICOLÓGICOS
Dentro da Ufologia e também da parapsicologia, tem sido pesquisados alguns raros casos de pessoas que conseguem emitir uma energia mental, a ponto de causar efeitos físicos, às vezes luminosos, no ambiente. Também podem sensibilizar uma chapa fotográfica com vários tipos de imagens, utilizando somente a energia mental. Sabemos que a força da mente é fantástica e não existem fronteiras para sua manifestação. A própria ciência já admite muitos fenômenos que a mente realiza, sem uma explicação científica. No entanto, ainda levará muitos anos para que a ciência consiga explicar que tipo de energia é utilizada pela mente para causar esse fenômeno.
FRAUDES FOTOGRÁFICAS E VIDEOGRÁFICAS
Até 1960, a fotografia era considerada a melhor prova da existência dos discos voadores. Mas, se a técnica fotográfica evoluiu, também as técnicas de fraudar evoluíram, e muitas destas técnicas fraudulentas foram descobertas, além de erros de interpretação de um fenômeno qualquer conhecido. Infelizmente, em tudo onde existe o ser humano, existe também a fraude. A Ufologia não é exceção, o que, consequentemente, leva as fotografias ao descrédito popular.
Temos uma estimativa de aproximadamente 50.000 fotos de discos voadores que circulam no meio ufológico, mas as pesquisas revelaram que aproximadamente 90% (alguns pesquisadores encontraram até 95%) nada tem a ver com o Fenômeno UFO. Por ser uma porcentagem muito alta, as fraudes e os erros de interpretação fazem parte de um capítulo único na Ufologia, onde sofisticadas análises e equipamentos especiais são imprescindíveis para se ter um alto grau de confiabilidade no resultado, seja ele positivo ou negativo. Existem dois tipos de fraudes fotográficas: a inconsciente e a consciente. A inconsciente, ou sem má-fé, é aquela em que a pessoa crê ter fotografado um disco voador, visível ou invisível na hora da foto. Visível quando envolve algum evento físico ou luminoso na atmosfera e observado pelo fotógrafo, e invisível quando não é observado pelo fotógrafo e só aparece após a revelação da foto. A consciente, ou com má-fé, é aquela preparada pelo fotógrafo, através dos vários processos técnicos que a fotografia permite. Essa é mais perigosa, porque normalmente o autor da fraude insiste em manter sua história, com isso dividindo a opinião pública que acompanha a Ufologia, tomando-a mais polêmica do que normalmente é.
As razões que levam uma pessoa a fraudar fotos de discos voadores e publicá-las como autênticas são as mais diversas:
- Simples deboche da pesquisa ufológica (ou dos Ufólogos);
- Simples brincadeira entre os amigos;
- Teste para verificar a eficiência dos Ufólogos;
- Prestígio entre os amigos e Ufólogos;
- Interesses monetários, quando se vende os negativos para veículos de comunicação, etc …
ALGUNS TRUQUES FOTOGRÁFICOS
Dentre os truques fotográficos mais comuns, usados com má fé para falsificar fotografias ufológicas, encontram-se as técnicas de fotomontagem e dupla exposição, retoques em positivos (fotos) e negativos, mancha química no negativo, suspensão de pequeno modelo à frente da câmara (normalmente pendurado por fios finos), objetos arremessados para o ar e fotografados a seguir, pinturas em vidros com posterior fotografia sobre um quadro real, exposição demasiada do filme sobre objetos comuns em movimento, efeitos com luminárias, efeitos com raios laser, reflexos em lentes (da câmara), reflexos em vidros e janelas, eventos e máquinas aéreas comuns, manufaturadas (balões, objetos tripulados, aves, armas secretas em teste), eventos ou fenômenos de ordem astronômica (satélites, meteoritos, astros, planetas), fenômenos atmosféricos e climáticos (nuvens lenticulares, camadas de inversão térmica, aurora boreal ou austral, nuvens noctilucentes, relâmpagos incomuns, fenômeno Parélio, fogo de Santelmo, Parasselênio, fogo fátuo, energia telúrica, etc…), efeitos parapsicológicos, fogos pirotécnicos e diversos outros fenômenos.
Para que se conheça realmente algo mais aprofundado sobre fotografia ufológica, reconhecendo e separando o verídico do duvidoso, do falso ou do suspeito, é necessário uma abordagem resumida sobre cada um dos efeitos ou fenômenos que podem levar, voluntária ou involuntariamente, alguém a obter uma foto ufológica inverídica. Após tal análise, passaremos a expor quais os cuidados necessários que se deve tomar no trato de fotografias ufológicas e quais as técnicas usadas e recomendadas ao ufólogo, ou ao leigo, para certificar-se da validade ou não de um determinado retrato.
FOTOMONTAGEM E DUPLA EXPOSIÇÃO
Este fenômeno ocorre quando o fotógrafo obtém uma foto de uma paisagem qualquer, normalmente tendo árvores focalizadas da metade para baixo e o céu limpo da metade para cima. Nesse quadro ele bate a foto de um modelo com forma discóide, tendo somente o céu limpo como fundo. O fotógrafo utiliza 2 fotos por problemas de foco: uma quando o ambiente está longe e outra quando o objeto está perto. Depois de revelar os dois negativos, devidamente posicionados, as duas imagens são sobrepostas no mesmo papel fotossensível, tendo como resultado o ambiente e o modelo focalizados na mesma foto.
Essa técnica também é usada utilizando-se as 2 fotos iniciais em slides, projetando os dois em uma única tela ao mesmo tempo, utilizando-se de 2 projetores. Após posicionar as 2 imagens corretamente. Outro processo é o de dupla exposição no mesmo negativo quando a pessoa fotografa o ambiente e depois o objeto em cima de um único negativo. Após a revelação tem-se a foto do conjunto. O técnico de laboratório fotográfico, tendo bons equipamentos em mãos, usando a imaginação e a habilidade na construção de modelos, pode conseguir resultados surpreendentes. Um simples buraco oval em um cartão, colocado no ampliador fotográfico e projetado fora de foco no papel fotossensível, pode conseguir o resultado de uma foto que facilmente pode passar como um disco voador luminoso, fotografado à noite contra o céu escuro. A análise da granulação, das sombras e dos negativos permite, no entanto, detectar esse tipo de fraude.
RETOQUES NAS FOTOS E NOS NEGATIVOS
A pessoa faz uma foto qualquer, previamente preparada. Logo após ter a foto revelada, ela faz um desenho sobre a foto ou a retoca (uma nuvem, por exemplo) e em seguida bate uma foto da foto retocada. Na Ufologia temos um caso em que uma pessoa colocou um botão sobre a foto e pintou a sombra no solo, depois bateu outra foto do conjunto. A foto original foi feita de dentro de um avião e, com a sobreposição do botão, parece uma nave voando e projetando a sombra no solo. A análise do negativo também é importante, porque com o auxílio de um pequeno estilete ou um simples alfinete, uma pessoa pode rasurar a película gelatinosa do filme, ou até furar, causando efeitos curiosos. O próprio processo de revelação automática, às vezes, rasura acidentalmente os negativos na hora da revelação. Em laboratórios com processos manuais, a marca da pinça que o técnico usa para mudar o filme de um produto químico para outro, às vezes, chega a riscar a película com uma forma discoidal bem sugestiva. A análise do negativo, da foto e da granulação pode detectar a rasura.
MANCHA QUÍMICA NO NEGATIVO
Nos laboratórios onde normalmente são reveladas as fotos, é muito comum algum tipo de produto químico respingar, acidental ou propositalmente, sobre o negativo e causar uma mancha redonda ou oval. Numa foto aparece um lindo disco voador. Como é conhecido no meio ufológico que o disco voador tem a capacidade de, às vezes, ser invisível ao olho humano (embora detectado pela emulsão fotossensível do filme), a pessoa que não viu nada de anormal na hora da foto, e após a revelação vê impressa na sua fotografia uma imagem sugestiva, passa a acreditar que inesperadamente fotografou um disco voador. A análise do negativo detecta qualquer tipo de mancha de produtos químicos.
OBJETO SUSPENSO POR UM FIO
Normalmente, nesse caso, a pessoa fabrica um pequeno modelo com material leve, ou utiliza um objeto conhecido como tampa de panela, bacia, calota de automóvel, bandeja, prato de papelão, etc…, que é fixado por um fio de linha fina, ou de cor azul celeste, e pendurado em um suporte qualquer. A análise do foco e das regulagens da máquina fotográfica é importante para a determinação deste caso.
OBJETO JOGADO PARA O AR
Os mesmos objetos descritos no item anterior podem ser jogados para o ar e fotografados. Normalmente a pessoa faz uma série de fotos deste tipo e só seleciona as melhores para divulgação. A análise das regiões tremidas na foto é importante, porque teremos o ambiente sempre fixo e o objeto sempre em movimento. O fotógrafo pode deixar a máquina fixa ou acompanhar o movimento do objeto. Consequentemente, o ambiente ou o objeto terá as bordas levemente distorcidas, ainda mais, levando-se em conta que o objeto é pequeno e está relativamente próximo da máquina fotográfica. A ampliação de uma dada foto de disco voador permitiu identificar que esta não era de um disco realmente, mas um disco fonográfico, onde se via o selo do produtor e o furo central…
PINTURAS EM VIDRO
É comum a pessoa desenhar um disco voador em uma placa de vidro plana e incolor. Ela escolhe um a ambiente qualquer de fundo e coloca o vidro entre a máquina fotográfica e o ambiente. Assim se faz a foto. As análises da foto, do negativo e do local são imprescindíveis neste caso. Analisem bem o foco, pois provavelmente o ambiente estará em foco e o “disco voador” não, ou vice-versa.
TEMPO DE EXPOSIÇÃO LONGO EM OBJETOS COM MOVIMENTO
Neste caso, a pessoa fixa a máquina fotográfica em um tripé e dá um tempo de exposição longo (1 a 20 s), sobre um objeto em movimento, tendo o ambiente de fundo fixo. O objeto pode ser um avião, um balão, uma ave, um meteoro, etc… Nas fotos diurnas há necessidade de filtros atenuadores de luz devido ao tempo de exposição, que pode velar totalmente o filme. A análise das características da foto e da máquina permitem qualificar corretamente os efeitos utilizados.
EFEITOS COM LUMINÁRIAS
Utilizando os recursos da máquina fotográfica, variando as regulagens, principalmente tendo a fonte de luz totalmente fora de foco, pode-se obter efeitos surpreendentes, conforme o ângulo utilizado. A análise das características deste tipo de foto e da máquina fotográfica usada determina os efeitos utilizados. O formato do diafragma interno da máquina também é verificado.
EFEITOS COM RAIOS LASER
Pequenos modelos em acrílico, quando iluminados por raios laser, causara efeitos interessantes. Também a luz do laser, retratada sobre um painel por prismas óticos, causa efeitos luminosos que podem facilmente ser registrados em fotos. O processo atual de holografia permite até se projetar imagens tridimensionais em um dado ambiente.
REFLEXO NAS LENTES DA OBJETIVA
As lentes da objetiva da máquina fotográfica normal podem ter até 7 tipos diferentes de aberrações óticas, sendo a mais comum a aberração esférica que forma um halo colorido ao redor da imagem, e a aberração “coma” ou “cauda de cometa”, que forma uma imagem luminosa simétrica em relação a um foco de luz intenso. Normalmente, ocorrem reflexões luminosas nas várias lentes da objetiva da máquina que acabam atingindo o filme com uma característica própria. Esse tipo de reflexo não é visível na hora da foto e só aparece após a revelação. Esse efeito acontece normalmente com tempos longos de exposição, máquina com tripé, diafragma totalmente aberto, foco infinito, ambiente com um ou vários focos de luz intensa (Sol ou holofotes) da metade da foto para baixo, ou tendo da metade para cima da foto o céu quase sempre escuro. De acordo com o ângulo visual do foco de luz intensa, a aberração do tipo coma terá as mais diversas formas: redonda, cilíndrica, oval, etc… A análise da foto envolvendo a simetria, as aberrações e as cores das fontes de luz permitem, facilmente, identificar tratar-se ou não de um simples reflexo.
REFLEXOS EM VIDROS DE JANELAS
O simples reflexo de uma luminária acesa em um vidro liso e incolor de uma janela, tendo um ambiente qualquer como fundo, pode mostrar em uma foto a forma típica discoidal. A análise do local neste caso é importante.
FILMAGENS
Nas filmadoras também podem acontecer acidentes e fraudes. O engano mais comum é pequenos insetos ou pequenas partículas que passam em alta velocidade perto da objetiva da máquina, quando o foco está para o infinito. Esses acidentes ficaram conhecidos como “rods”, ou simplesmente bastões ou bastonetes. É fácil verificar, pois o ambiente estará em foco e o “rod” estará fora de foco.
Podemos reproduzir isso facilmente através da obliteração solar, o que consiste em fixar a filmadora em um tripé e virar na direção do Sol, tomando o cuidado de esconder o Sol com o auxílio do bico do telhado de uma casa, uma árvore, etc…
ANÁLISES FOTOGRÁFICAS E VIDEOGRÁFICAS
Dentro da questão ufológica, deve-se utilizar todos os instrumentos disponíveis para se obter melhor quantidade de informações sobre a origem e natureza das naves que insistentemente são flagradas cruzando os céus do planeta. Entretanto, os vestígios de suas passagens considerados como “matéria prima” da Ufologia são raros. Entre esses vestígios, as fotografias e as filmagens são uma das melhores fontes de informação sobre tais civilizações que nos observam tão ininterruptamente, desde que bem interpretadas.
Após vários anos de pesquisa da problemática que envolve o fenômeno Ufológico, já não temos qualquer dúvida de sua existência real. Porém, após todos estes anos, também pudemos concluir que muita coisa que se publica na imprensa nacional e internacional, a respeito do assunto, corresponde a fatos sensacionalistas, imediatistas e, até mesmo (às vezes, até muito freqüentemente), falsos. Destes fatos, normalmente apresentados como verídicos e, até mesmo, defendidos por seus protagonistas, as fotografias ufológicas têm sido uma fonte especial de surpresa em nossas pesquisas. A fotografia é uma invenção relativamente recente, tendo sido criada no inicio do século 19, recebendo constantes melhorias e aperfeiçoamento desde então. As fotografias ufológicas, no entanto, começaram a surgir bem mais recentemente, tão logo o invento passou a tomar-se popular e, quanto mais usado mundialmente, ao longo da história fotográfica, tanto maior é o número de fotos ufológicas que passam a compor os arquivos especializados em todo o globo.
Logo no início do século, em 1907, foi realizada em Basle, Suécia, a primeira foto ufológica de que se tem notícia, retratando uma bola luminosa, de diâmetro estimado em cerca de 3 metros, cuja origem ainda não foi totalmente esclarecida. Alguns pesquisadores relacionam essa foto com o evento conhecido no folclore brasileiro com “M’ Boi Tatá” ou “Mãe D’ouro”, provavelmente uma pequena nave que normalmente tem em seu interior dois ou três ufonautas (tripulantes dos UFOS) de aproximadamente um metro de altura. Outros pesquisadores acreditam que a foto está ligada a um fenômeno de origem parapsicológica, envolvendo uma formação plasmática. Há, ainda, outros que acreditam tratar-se de um simples defeito na emulsão fotográfica. Como não tivemos acesso ao negativo original da foto, nada podemos dizer sobre o que, realmente, mostra a foto em questão.
Há quem diga que a primeira foto de um UFO foi realizada no fim do século passado.
Após a Segunda Grande Guerra Mundial, as indústrias de máquinas fotográficas desenvolveram modelos mais práticos e acessíveis ao público, possibilitando o surgimento de grande quantidade de fotografias de discos voadores. Fotografar um disco voador é apenas uma questão de estar com a máquina fotográfica no local e hora certa, juntamente com uma boa dose de sorte, no entanto.
Idem para as filmagens, que atualmente, nos últimos anos, as pessoas tiveram mais acesso, e consequentemente, hoje ocorrem mais filmagens do que fotos.
CUIDADOS NAS ANÁLISES FOTOGRÁFICAS
Todo pesquisador da temática ufológica, esteja ele especificadamente trabalhando com fotografias de UFOS ou não, deve considerar uma série de cuidados básicos ao trabalhar com tais fotografias. Esse capítulo da pesquisa ufológica representa, devido à variedade de condições e características do material usado, um dos quais o ufólogo deve tratar com o maior cuidado, em virtude do surgimento de eventuais falhas técnicas em análises, mesmo que cautelosamente executadas. Como todo esforço e atenção em cada detalhe são imprescindíveis para que se obtenha bons resultados analíticos, qualificativos e quantitativos, sugerimos aos estudiosos do fenômeno UFO que tomem os seguintes cuidados:
- Examinar a foto e o respectivo negativo;
- Examinar as fotos e também os negativos realizadas antes e depois da foto em questão;
- Examinar a máquina fotográfica, a lente objetiva, o campo visual, a sensibilidade do filme, regulagens como velocidade, abertura, foco, etc;
- Examinar os acessórios utilizados, como pára-sol, filtros especiais, flash, etc;
- Examinar o local onde foi obtida a foto, verificando a posição do Sol, o horário, as sombras, etc…, durante a exposição;
- Tomar o depoimento do autor da foto com o máximo de detalhes;
- Com todos os dados em mãos, deve-se fazer os cálculos de ótica, verificando se coincidem com a foto e o depoimento do fotógrafo. Certamente será necessário o uso de equipamentos auxiliares para as análises de granulação de imagem;
- Se o pesquisador não conhece as técnicas fotográficas, em profundidade, é aconselhável pedir auxilio a um especialista;
- Cuidados similares devem ser tomados em relação às filmagens.
ANALISADORES DE IMAGENS DISPONÍVEIS
Em um laboratório fotográfico, temos que dispor de vários equipamentos necessários às análises das fotos. No mínimo, precisamos de um bom ampliador para “closes” do objeto. Revelações especiais com subexposição e superexposição, associadas com filtros padrões, permitem realçar alguns detalhes de fotos em análise. Um bom microscópio também permite analisar detalhes de granulação do filme, verificando casos de dupla exposição, manchas químicas, retoques no negativo, etc…
Existem outros equipamentos que têm função específica em tipos de análises especiais, mas sem dúvida, o melhor equipamento é o analisador de imagens computadorizado.
Através de uma câmara comum de TV, a imagem da fotografia é convertida em um sinal de vídeo; a seguir, os pulsos elétricos do sinal de vídeo são convertidos em linguagem de computador pelo digitador. O computador recebe os sinais do digitador e converte tal informação elétrica em pequenos microquadrados chamados “pixels”. O número de pixels será proporcional à capacidade do computador. Por exemplo, podemos dividir o eixo horizontal em 800 colunas e o eixo vertical em 600 linhas, obtendo 480.000 pixels. Cada pixel terá o seu valor de tonalidade cinza correspondente à cor original da foto. Normalmente os tons de cinza são divididos em 256 partes, desde o 0 (máximo preto) até o 255 (máximo branco). Todos esses valores são registrados na memória do computador, formando uma falsa matriz tridimensional. Através de programas apropriados podemos comparar os tons de cinza de um pixel com os tons de cinza dos pixels adjacentes, ou mesmo trabalhar com esses tons de cinza matematicamente.
As sub-rotinas utilizadas normalmente são:
- Supressão de contraste;
- Expansão de contraste;
- Realce das bordas;
- Filtragem especial;
- Fatoração das bordas ponto-a-ponto;
- Alta resolução (Laplace).
Esses programas de computador, nas análises das imagens das fotos, permitem visualizar detalhes que normalmente são invisíveis a olho nu. O olho humano vê muito bem os altos contrastes, mas não vê os baixos contrastes. Os programas permitem verificar, por exemplo, se o objeto é ou não tridimensional, se tem luz própria ou se reflete a luz solar, se tem algum fio fino de sustentação, se a iluminação é regular ou irregular, quando comparada como ambiente, se a imagem tem consistência ou não, etc… O programa mais importante é a fatoração da borda ponto-a-ponto, pois permite determinar a distância e o tamanho do objeto. Quanto mais distante está o objeto, maior será a quantidade de ar entre o objeto e a máquina fotográfica. Essa “parede” de ar é registrada na foto em baixo contraste, a qual denominamos de distorção atmosférica, que não é perceptível a olho nu.
Com o computador podemos realçar esses detalhes, sendo possível calcular a distância do objeto e, consequentemente, seu tamanho, inclusive com uma precisão relativamente alta.
Em todas as partes do mundo, os órgãos oficiais e centros de estudos que utilizam métodos científicos nas análises dos eventos ufológicos e fotografias de discos voadores encontraram uma grande porcentagem de ocorrências que nada tem a ver com esse grande enigma, e sim com fraudes e erros de interpretação. Mas o mais importante é que restam milhares de casos que a ciência não consegue explicar, que se enquadram perfeitamente dentro do fenômeno global dos UFOs. Essa porcentagem, ainda que pequena, aplicada ao número de casos ocorridos em todo o planeta, representa uma quantia muito grande.
Um único caso totalmente comprovado já seria suficiente, mas temos inúmeros eventos que realmente vêm testemunhar a existência de naves e seres que dominam uma avançada tecnologia espacial jamais sonhada pelo homem, naves que desafiam todas as leis da física aerodinâmica conhecidas por nós. A origem desses objetos com seus tripulantes, o que eles estão fazendo na Terra, o que eles querem de nós e outras tantas perguntas da Ufologia ainda estão longe de serem respondidas.
Existem muitas teorias e hipóteses que procuram explicar o fenômeno, mas só através de um trabalho sério e científico chegaremos a atingir seu conhecimento. Os computadores, nas análises das fotos dos discos voadores, também conseguiram identificar objetos de grandes dimensões, a grandes distâncias da máquina fotográfica, com formas não convencionais e de origem desconhecida. Objetos voadores de 3, 30 e até 100 metros de diâmetro, de forma discoidal.
Nesses 55 anos de pesquisas científicas, através das análises de eventos ufológicos, pela descrição das naves e dos ufonautas pelas testemunhas, pelas várias informações que as testemunhas ou vítimas disseram serem revelações desses humanóides, chegamos à conclusão mais provável de que representam civilizações de origem extraterrestre, de fora do nosso sistema solar procedentes de outros sistemas estelares, da nossa imensa galáxia, a Via Láctea (ou de outras).
A maioria dos astrônomos admite presentemente a existência de vida em outros sistemas estelares, tanto que gastam fortunas em projetos que envolvem inúmeros radiotelescópios, na esperança de que dentro em breve possamos receber um sinal inteligente de algum local distante do Cosmo, apenas para confirmar que não estamos sós neste imenso Universo !
CÓDIGO DE ÉTICA DO UFÓLOGO
Caros Companheiras e Companheiros
Esta é uma segunda tiragem eletrônica do Código de Ética do Ufólogo (CEU), baseada na terceira tiragem de 1997 e na primeira tiragem eletrônica da BURN, em 2001. Já aqui foram realizadas algumas modificações e o lançamento desta na Internet tem o intuito de facilitar a todos ter uma copia para estudos, análise e apresentação de suas sugestões, cada uma destas com a devida justificativa. Sugestões para codigodeetica@terra.com.br


































Parabéns pelo código de ética.
Sabemos da necessidade de seriedade e peculiaridade do assunto em questão. Isso, como ciência, deve manter sua ordem de estudo e pesquisa com o apoio da metodologia científica, como em quaisquer das ciências. Só assim, poderemos desenvolver uma base de informações mais confiáveis, visto a grande demanda de equívocos e farsas.
Coloco à disposição, de pessoas interessadas e comprometidas, o domínio http://www.tecnologiaextraterrestre.com, afim de desenvolver um trabalho científico no estudo das tecnologias extraterrestres, podendo desta forma, contribuir para o bem estar humano em harmionia com nosso planeta.